sábado, 4 de julho de 2009

Lula quer reajustar valor do Bolsa Família, diz Dilma

O Presidente Lula quer elevar o valor dos benefícios do Bolsa Família e criar um critério para próximos reajustes, afirmou na sexta-feira a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

O Bolsa Família, que atende cerca de 12 milhões de famílias, é o principal programa social do governo Lula de transferência direta de renda.

"Há, da parte do governo, notadamente do Presidente da República, uma avaliação de que, enquanto a gente dá bastante desoneração para os setores empresariais, para os setores que são aqueles mais pobres e que são aqueles que recebem Bolsa Família era justo também que a gente avaliasse um reajuste", disse a ministra a jornalistas.

Segundo ela, os debates sobre o tema com o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) começarão imediatamente. "Mas não necessariamente esse reajuste é imediato", ponderou.

A ministra disse que o governo pode definir um aumento para 2009 e também algo que repercuta em 2010.

"Nós não estamos pretendendo fazer uma medida pontual. Nós estamos pretendendo fazer um critério, explicitar qual vai ser o critério pelo qual o Bolsa Família deve ser avaliado, reajustado", detalhou.

Pré-candidata à Presidência da República, a ministra rebateu as críticas de que as decisões do governo, como aumento do Bolas Família e reajuste de servidores, visam as eleições.

"Hoje no Brasil tudo é eleitoreiro. Em alguns momentos eu tenho certeza que sou estigmatizada por questões eleitorais. Então, o que a gente pode fazer? Virou tudo eleitoral", argumentou.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, os benefícios do Bolsa Família variam entre 20 reais e 182 reais.

Em janeiro deste ano, o governo aumentou de 120 reais para 137 reais o limite de renda mensal per capita das famílias que podem ser incluídas no programa. Com a medida, serão beneficiadas mais 1,3 milhão de famílias este ano --300 mil em maio, 500 mil em agosto e 500 mil em outubro.

Inicialmente, o orçamento do MDS previa 11,4 bilhões de reais para o Bolsa Família. A decisão elevou o montante para 11,9 bilhões de reais, ante 10,6 bilhões de reais em 2008.

Em julho de 2008, o valor do benefício foi reajustado em 8 por cento. A bolsa de 30 reais paga a adolescentes não sofreu correção.

O primeiro reajuste do programa ocorreu em agosto de 2007. A alta, que considerou a inflação acumulada entre outubro de 2003 e maio de 2007, foi de 18,25 por cento.

Agência Reuters

domingo, 14 de junho de 2009

O GOLPE DA PEC 367/09 - SAIBA PORQUE ESTA PEC PODERÁ SER APROVADA

Alguns leitores podem se perguntar, senão para tentar obstar o vertiginoso e constante crescimento de Dilma Rousseff nas pesquisas da corrida presidêncial a 2010, então para que serviria a PEC do terceiro mandado?

A PEC 367/09, também chamada PEC do terceiro mandado não beneficiária só o títular do Planalto mas possibilitaria também a extensão do mandado de outros 12 governadores e 19 prefeitos de capitais em exercíco, além de aproximadamente 2,5 mil prefeitos reeleitos em 2008. O tucano Aécio Neves é um dos governadores que seriam beneficiados, Gilberto Kassab outro.

O PMDB autor da PEC seria o mais beneficiado com a aprovação desta pois poderá lançar 5 governadores e 3 prefeitos em 2010. Roberto Requião também poderá se reeleger ao mesmo cargo se a PEC for aprovada.

Do Conexão Política

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Caras pintadas protestam contra o governo Yeda nas ruas de Porto Alegre

Com as caras pintadas com as cores da bandeira do Rio Grande do Sul, centenas de estudantes realizaram uma passeata de protesto contra a governadora Yeda Crusius (PSDB), na manhã desta quinta-feira 26, em Porto Alegre.

Os manifestantes partiram do Colégio Estadual Júlio de Castilhos, no bairro Santana, percorreram as avenidas João Pessoa e Salgado Filho até o Palácio Piratini, no Centro da capital gaúcha.

Os estudantes apresentaram à sociedade uma carta, assinada por mais de 20 entidades estudantis, pedindo a apuração das denúncias de corrupção contra o governo Yeda. O documento foi entregue ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado Ivar Pavan (PT), no último dia 5.

Os manifestantes carregavam cartazes e portavam adesivos com a expressão "Fora Yeda". Nas ruas, a população manifestava apoio ao protesto, o que mostra porque a governadora tem tanto rejeição popular.

Na quarta-feira 25, os caras pintadas realizaram manifestações semelhantes nas cidades de Pelotas e Santa Maria. Segundo os organizadores, trata-se apenas do começo de um processo de mobilização.

Por CPERS

sábado, 21 de março de 2009

SOLUÇÕES PRÁTICAS PARA EVITAR O DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS

Hoje no Brasil, 26 milhões de toneladas de alimentos vão para o lixo diariamente.

Chega a ser contraditório, num país onde uma parte considerável da população vive no limite da miséria - de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), atualmente 58 milhões de pessoas no Brasil vivem em situação de insegurança alimentar, enquanto outros 14 milhões simplesmente não têm o que comer - metade da produção ir parar, não no prato de quem não tem o que comer, mas no lixo.

Uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas revela que 26 milhões de toneladas de alimentos são jogadas fora por dia no Brasil. Ainda de acordo com a FGV, em média, desde a plantação até chegar ao consumidor, perdemos 30% da produção de grãos, 35% das frutas e metade das hortaliças. O que comprova que o desperdício não é um problema único do consumidor que vê os produtos estragar antes de ser consumidos, mas uma questão mais ampla, que afeta diretamente os índices de desenvolvimento econômico do país e causa impacto na sociedade e no meio ambiente.

Algumas medidas consideradas simples podem ser tomadas para contribuir com a erradicação deste problema. Para isso, reunimos dicas de uma nutricionista, um chef de cozinha e um restauranteur a fim de ajudar os consumidores na difícil tarefa de não desperdiçar os alimentos em casa: Arlete Nagano, nutricionista da rede de cafeterias Fran's Café, Jesse de Andrade, restauranteur do Josephine Bistrô, em São Paulo e Sergio Arno, chef de cozinha da rede La Pasta Gialla.

O restaurante Josephine adaptou o cardápio para diminuir o desperdício. "Nós temos no próprio cardápio a opção de meio-prato, para o cliente se sentir à vontade", explica Jesse de Andrade. O chef Sergio Arno também adapta o cardápio da rede La Pasta Gialla ao gosto do cliente. "Criamos até um menu especial, o per bambini, que em tese seria um menu infantil, mas como são porções menores dos pratos do cardápio, muitas pessoas acabam optando por elas", conta Sergio.

De acordo com a nutricionista Arlete Nagano, da rede Fran's Café, "o ideal é respeitar o apetite de cada um. Da mesma forma que existem aqueles clientes que pedem para caprichar nas porções, existem aqueles que optam por porções menores", explica. "É interessante sempre poder atender a esta demanda, para diminuir o desperdício nos restaurantes", conclui Arlete.

Em casa tudo funciona de forma diferente. Às vezes é difícil saber qual a quantidade exata de alimentos se deve fazer para não desperdiçar, qual a melhor maneira de armazenar esses alimentos para conservá-los por mais tempo e etc.

Sendo assim, o grupo reuniu algumas dicas práticas, além de receitas caseiras. Segue abaixo.

Conservação


- Hortaliças: a melhor maneira de conservá-las é lavar bem, secar e guardar na geladeira. Deste modo, duram até uma semana;

- Frutas: devem ficar em lugares frescos e secos, mas nunca expostas ao sol. Também podem ser guardadas na geladeira, mas nas prateleiras inferiores;

- Legumes: podem ser armazenados na geladeira, em gavetas na parte inferior.

Quantidades


- Arroz: a quantidade ideal para quatro porções é uma xícara (chá)

- Feijão: 1 e ½ xícara (chá) rende quatro porções

- Macarrão: calcule sempre 150g por pessoa, em média

- Purê de batatas: cerca de 6 batatas pequenas rendem 4 porções

- Bife: um bife de contra-filé pesa cerca de 150g e em média, cada pessoa come um ou dois bifes

- Strogonoff: 600g de carne rendem a receita para quatro pessoas
Aproveitamento das sobras

Se mesmo com as dicas, ainda sobrar alimentos, não se preocupe. Segue algumas receitas que vão facilitar o aproveitamento:

Bolinho de arroz

Sobras de arroz do dia anterior

Tempero a gosto (salsa, pimenta, orégano, etc)

Ovo

Farinha

Preparo

Misture os temperos ao arroz, acrescente sal se achar necessário. Adicione o ovo e, aos poucos, a farinha, até que a massa chegue ao ponto de formar os bolinhos com a colher.

Dica do chef: Se a quantidade de arroz for muito grande, use dois ovos e acrescente mais farinha.

Geléia de frutas

Frutas como morangos e abacaxi dão ótimas geléias

Para cada 2 xícaras de frutas, adicione 1 xícara de açúcar e ¼ de xícara de água.

Deixe ferver por cerca de 30 min. ou até alcançar a consistência firme de geléia.

Dica do chef: Se a fruta for macia demais, como o abacaxi, por exemplo, acrescente mais água e ferva por mais tempo. Se tiver muito caldo, diminua a água e acrescente mais açúcar.

Sopa de legumes

Legumes como cenouras, batatas e mandioquinha rendem ótimas receitas.

Você pode cozinhá-los em 1 litro de água, temperar a gosto e terá uma ótima sopa.

Se preferir pode adicionar macarrão ave-maria.

Dica do chef: Você pode, antes de adicionar o macarrão, bater um pouco dos legumes no liquidificador, para ter uma consistência mais cremosa.

-Arlete Nagano, nutricionista da rede Fran's Café e assina todos os pratos do cardápio das mais de 100 lojas em todo o país.

-Jesse de Andrade, empresário, criou o Josephine Bistrô em 2001, onde originalmente comandava uma boutique de carnes. Em pouco mais de sete anos conquistou clientes fiéis e se tornou um dos restaurantes mais bem frequentados e disputados na Vila Nova Conceição.

-Sergio Arno, chef de cozinha, especialista em culinária italiana. Com mais de 20 anos de carreira, acaba de criar a marca Agropecus, criação de caprinos que abastece os seis restaurantes sob sua assinatura e também se prepara para inaugurar o mais novo empreendimento, um bistrô francês, Francciacorta.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Crise de nervos para todos os lados

Os últimos dias passaram com vários boatos de que algo de peso estouraria contra Yeda Crusius (PSDB) em uma revista de circulação nacional e em um programa dominical. Sob esse contexto, a matéria da Carta Capital não trouxe muitas novidades e mais nada de relevante foi publicado de sexta para domingo sobre as denúncias do PSOL. Mesmo assim, tem gente em Porto Alegre que ainda não encontrou nas bancas a edição da revista com a desgovernadora na capa.

Enquanto isso, o delegado Protógenes Queiroz estava com passagem marcada rumo a Porto Alegre, mas foi proibido de viajar pela Polícia Federal. De acordo com uma fonte do PSOL, ele aterrissaria no Salgado Filho na última quinta-feira para prestar solidariedade a Luciana Genro.

Proibiram-no de deixar Brasília por causa da materia de capa da Veja desta semana, estrelada pelo delegado. Protógenes Queiroz teria usado métodos ilegais “para investigar autoridades como os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), o ex-ministro José Dirceu, o governador José Serra (São Paulo), o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o empresário Fábio Luiz da Silva”, entre outros.

Apesar das negativas de Luciana Genro - ligar domingo à tarde é o fim da picada, foi mal - e da Record sobre uma eventual reportagem que iria ao ar hoje, é certo que amanhã o PSOL vai participar de uma plenária na Assembléia Legislativa com toda a cúpula do partido - mesmo que não tenham nenhum parlamentar na Casa.

Abaixo, a programação da AL para esta segunda-feira:

AGENDA- Atividades da Assembleia nesta segunda-feira:

1) Piso Nacional do Magistério

O senador Cristovam Buarque (PDT) reúne-se com prefeitos para tratar do Piso Nacional do Magistério. Às 15h, no Espaço do Fórum Democrático. O encontro foi organizado pelas lideranças do PDT na Assembleia Legislativa.

As lideranças do PDT no Legislativo e a Frente Parlamentar Gaúcha em Defesa do Piso Nacional do Magistério, coordenada pelo deputado Fabiano Pereira (PP), participam de ato público à favor do Piso Nacional da categoria, às 16h, no Plenarinho, 3º andar. O evento também vai contar com a presença do senador Cristovam Buarque (PDT). Após, os participantes realizam caminhada até a esquina democrática para defender as reivindicações do Magistério.

2) Comissão

A Comissão de Representação Externa para Levantamento da Criminalidade no Campo, coordenada pelo deputado Jerônimo Goergen (PP), vai acompanhar, em Santana do Livramento, o início do curso de formação de policiais para patrulhamento rural ministrado pela Brigada Militar. Essa é uma das primeiras atividades do órgão técnico, instalado na última semana na Assembleia Legislativa. A comissão terá 30 dias para apurar dados, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública, sobre crimes como o furto de gado, máquinas, pivôs de irrigação e defensivos agrícolas.

3) Exposições

A exposição itinerante RS Mulher, alusiva ao Dia Internacional da Mulher, acontece nesta semana na Galeria dos Municípios do Legislativo gaúcho. Um conjunto de banners vão mostrar o trabalho e a vida de mulheres que estiveram à frente do seu tempo, quebrando paradigmas e preconceitos.

A individual com uma série de 12 óleos sobre tela do artista plástico gaúcho Erico Santos abre a agenda 2009 de exposições do Espaço Novos Talentos da Assembleia Legislativa (Praça Mal. Deodoro, 101), assinalando o Dia Internacional da Mulher. Com pinturas de pequenas, médias e grandes dimensões, o tema da exposição, que poderá ser visitada até dia 13 de março, das 8h30 às 18h30, é recorrente na obra do artista. A exposição integra a programação do Parlamento em celebração ao Dia Internacional da Mulher.

4) Fotografia

A mostra fotográfica “Porto Alegre sob o Olhar de uma Mulher”, de Fernanda Bigio Davoglio, está em cartaz até o dia 27 de março, na Sala J.B. Scalco (Duque de Caxias, 968), com visitação das 8h30 às 18h30, de segunda a sexta-feira. A atividade integra a programação alusiva ao Dia Internacional da Mulher e homenageia a Capital gaúcha, que completa 237 anos no dia 26 de março. Integram a exposição fotos do Rio Guaíba, Ilha da Pintada, Catedral, Cais do Porto, Praça da Matriz, Mercado Público, Igreja das Dores, entre outras. Fernanda Bigio Davoglio é formada em Jornalismo pela PUC-RS e atua como fotógrafa profissional há 15 anos. Cursou fotografia no Studio Marangoni, em Florença, Itália e, atualmente, trabalha como autônoma. Ela produz fotos para as revistas Cláudia, Caras, Elle e Contigo.

5) Sindicato

A Assembléia Geral dos Servidores Penitenciários do RS acontece, às 13h30, no Teatro Dante Barone.

6) Reunião

A coordenação do Fórum da Reforma Política realiza reunião, às 18h, na Sala Alberto Pasqualini, 4º andar.”

Do Novacorja

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Decisão Política - Demissões na EMBRAER são inaceitáveis

Não dá para aceitar e nem entender as demissões na EMBRAER (4 mil, 20% do total de empregados) e de muitas empresas com lucros recordes nos últimos anos, todas apoiadas - e muitas, subsidiadas - pelo governo.

Há uma atitude de cara de pau por parte dessas empresas, porque anunciam demissões de centenas, de milhares até, no mesmo momento em que estão divulgando os balanços de 2008 que revelam os lucros astronômicos a que me refiro - em 2008, 2007...em vários anos anteriores.

Pior, demitem logo agora que a economia dá sinais evidentes de retomada de crescimento e quando o governo e o país fazem de tudo para impedir uma recessão e evitar que a crise internacional atinja mais ainda o Brasil.

A crise é grave no mundo e ainda não chegou ao fundo do poço. A solução para a questão da bolha habitacional apenas começa a ser esboçada nos Estados Unidos. Tudo indica que também a gravíssima situação do sistema bancário e financeiro terá como desenlace a nacionalização - é isso, estatização mesmo - dos bancos.

Lucros fantásticos e alto número de dispensas

Assim, não é possível permitir que empresas de peso como a EMBRAER e outras, com lucros fantásticos, demitam pura e simplesmente, sem mediações e acordos, quando os lucros, a exemplo dela mesmo, do Banco do Brasil (BB), o maior de todos bancos, e da VALE, demonstram que podem e devem preservar os empregos.

Devem e pode fazê-lo, até porque o governo é parceiro na busca de soluções e tem dado todas as provas disso com crédito, desonerações tributárias - mais de R$ 3 bilhões só em janeiro somando compensações e desonerações fiscais - investimentos, reformas, tudo, enfim, para apoiar e incentivar as empresas e o crescimento nacional.

O governo também acaba de reduzir os juros do financiamento via FGTS e de aumentar em R$ 4 bilhões a linha de financiamento para saneamento, habitação e transportes - acrescento dois pontos dentre as muitas medidas tomadas quase diariamente.

Sem uma sintonia e coordenação entre as empresas, suas entidades, os sindicatos e o governo, não enfrentaremos a crise a contento. Fora o prejuízo para a imagem, a produtividade e o futuro dessas empresas - as ações da EMBRAER, por exemplo, despencaram na bolsa.

O governo não deve ficar neutro. Deve tomar medidas duras e diretas contra esse tipo de ação das empresas que sem a ajuda governamental não teriam sobrevivido nos últimos 30 anos.

Por ZD

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Estado Suspeito - Ex-secretário de Serra é acusado de vender cargos em São Paulo

O policial civil Augusto Peña, preso desde maio de 2008 sob suspeita de extorsão de dinheiro, acusou o ex-secretário-adjunto estadual da Segurança Lauro Malheiros Neto de vender cargos de chefia dentro da Polícia Civil. Malheiros nega as acusações (leia abaixo).

Peña prestou depoimento ao Ministério Público no último dia 4. Ele afirmou que havia um esquema de corrupção que funcionava na sede da Secretaria da Segurança, na rua Líbero Badaró (centro de SP).

No depoimento aos promotores, Peña citou o nome de seis delegados que, segundo ele, teriam pago propina a Malheiros Neto para conseguir escolher cargos. Os depoimentos estão sendo mantidos em sigilo. Dois dos envolvidos já deixaram as funções após a saída de Malheiros Neto da secretaria.

Para obter a vaga, os interessados pagariam de R$ 100 mil a R$ 300 mil, além de pagamentos mensais ao ex-secretário. Uma das hipóteses é que os policiais pagavam para ficar em delegacias onde depois poderiam praticar algum crime, como extorsão, e obter lucros.

Foi a primeira vez que Peña, acusado de vários crimes, admitiu manter uma relação próxima com o ex-secretário.

Nomeado para o cargo em janeiro de 2007, Malheiros Neto pediu exoneração em maio de 2008, logo após a prisão de Peña, que, à época, sempre negara ser ligado ao ex-secretário.

A existência de um vínculo entre os dois já havia sido denunciada por Regina Célia de Carvalho, ex-mulher de Peña.

Peña também admitiu ao Ministério Público ter exigido dinheiro para não prender, em março de 2005, Rodrigo Olivatto de Morais, 28, enteado de Marco Willians Camacho, o Marcola, tido pela polícia e pelo Ministério Público como chefe da facção criminosa PCC.

Até o dia 4, Peña sempre negara o crime. Peña também é réu em processo no qual é acusado de exigir R$ 150 mil de um empresário para não forjar uma investigação contra ele.

Ao assumir parte dos crimes imputados a ele pelo Ministério Público, Peña tenta obter o benefício da delação premiada.

By paxajax

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Bernardo critica cortes de Delcídio

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, criticou o relator do Orçamento no Congresso, senador Delcídio Amaral (PT-MS), pelos cortes que fez. Na reunião ministerial realizada na segunda-feira (2), Paulo Bernardo citou como exemplo a área da saúde, onde foram cortadas verbas para vacinas e tratamento da Aids. Na educação cortou-se verbas para a Capes e livros didáticos.

Delcídio respondeu que “o choro é legítimo, mas fizemos isso juntos” e disse que foi feita uma reserva de “estabilização fiscal” no valor de R$ 2,5 bilhões para corrigir eventuais distorções. Entretanto, outros ministros mostraram insatisfação com os cortes e apoiaram as críticas de Paulo Bernardo.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

RAPIDINHAS E ORDINÁRIAS DO SOLDADO

- DERROTA AVISADA E COM HORA MARCADA -
Os 81 votos do Senado serão contados e conhecidos antes do término da votação na Câmara dos deputados, então a base do governo já avisou, se não der Tião Viana no Senado, não dá Michel na Câmara. Não digam que não foram avisados. Mesmo difarçando que um insucesso não será malvisto depois não vão chorar em cima do leite derramado. Nada pessoal, o bloco que deveria dar suporte de 257 votos que precisam dará é um supositório, coisas da política, a mesma política seja limpa ou suja mas usual. No mínimo terá segundo turno, o que também interessa aos que se acham mal "posicionados" no tabuleiro.

- MEDO DO VOTO SECRETO -
Hoje logo após o término da reunião da bancada e ainda encima do muro, um tucano confessa interesses meramente Políticos na escolha do candidato, tentando mostrar coesão no rachado: "O confronto anunciado entre PSDB e PT nas eleições presidenciais do próximo ano também influenciou”, admite um tucano. Ainda segundo informações de gente nada confiável haverá um número desconhecido de traíções, quanto ao Senado na bancada tucana amotinada seria grande.

- PALHAÇADA E MOLEQUES DE RECADO -
Com toda razão Tião Viana criticou a postura de José Sarney, por ter demorado a oficializar a sua candidatura, reafirmou que não pensa em desistir de concorrer ao pleito. “Quando ele escondeu a candidatura dele por quatro meses dizendo que não era [candidato] e agora manda recado por líderes, ele só pode estar pensando que o Senado é o quintal da casa dele”, respondeu Viana quando indagado sobre a possibilidade de que desista da candidatura petista em favor do de nariz vermelho que depois de várias apresentações que atenção da platéianovamente, Tião lenhadeiro, sua tropa e seus aliados avisaram será uma machadada no pau do circo, e sem segunda votação.

- SARNEY REVELA SUA SIMPATIA POR SÁTANAS -
Li numa fonte interessada e nada confiável que o senador Sarney teria deixado bem claro de que lado está, disse que "esta a desafiar o Criador, pela idade que já viveu, não vai permitir nódoas em sua "biografia", deve estar falando pro cara lá embaixo. E desta vez não só desafiando o criador mas a lógic continuou "Eu não queria, resisti. Mas, entendo minha candidatura como importante neste momento de crise mundial"?!, vejam só agora uns querem fazer pelo mundo - deles, o que não fizeram pelo Brasil - nosso, quando poderam.

- FIRMES IGUAL PREGO EM BOSTA -
Afirma-se que os votos do PSDB definirão a disputa, que é certo que o tucanato voará para o muro de José Sarney. Esquecem que tem muita gente também insatisfeita com o PMDB, novos lideres estão agrutinando novas forças. Não me surprenderia se o PMDB perde-se na Câmara e Senado. Tudo junto e ao mesmo tempo. Os tucanos teriam elaborado uma lista de 12 exigências públicas, já as de gaveta... Entre as exigências: independência do Legislativo, uma claramente antidemocrática pede a rejeição ao terceiro mandato e melhoria da imagem do Senado. Meia dúzia de hipocrisia, meia dúzia de oportunismo, um mix de chantagem e revanchismo. Têm até de tapar o nariz para ler.

- INDIFERENÇA -
Os tucanos fazem-se de indiferentes mas nos bastidores estão de olho nas eleições nas torres gêmeas brasileiras, fingem e mandam dizer que estão tranqüilos, mas sabem que estas definirão os rumos, os cumes, o ponto mais alto para alçar vôo visando 2010. Ou esta enganado, ou querendo enganar quem regorgita e escreve que o ninho tucano esta unido, sabem que tem alguns já na moita fazendo planos quebrara uns ovos, voar do partido ou trocar de muro.

- TIÃO VIANA -
O candidato do PT à presidência do Senado Tião Viana não está nas "mãos" do PSDB, como pensam, se considerado o grande número de pessoas no PMDB que estão insatisfeitas, ou não são do grupo do senador amapaense. Motivo suficiente para temer um levante, uma revoluçãozinha interna, as reais e atuais lideranças de um velho partido. Tião Viana tem simpatizantes no PSDB.

- DIREITO DE MENTIR -
Dizem que a uma semana da queda-de-braço do Senado, Serra não pediu voto a nenhum dos 13 senadores do seu partido. Será porque sabe que estaria perdendo tempo perguntando pois a votação é secreta, ou é porque sabe que outros tucanos tem contato e interesses diretos com o Planalto. Ou seja não precisam dele de intermediário. A hora é destes novos lideres realmente DEMOCRATAS enfraquecerem os próprios partidos para verem, reconhecimento e a justiça nestes.

- PRÉVIAS JÁ -
O tucanato não pode perder mais um minuto, as Eleições 2010 estão nas ruas, na boca e ouvidos do povo. Hoje Dilma já fez promessas e compromissos, "Reconhecer direitos é uma das questões fundamentais para que o país de fato alcance a cidadania para todos. "Esse já é um comprometimento público meu, que estou fazendo aqui aos companheiros da Previdência Social" disse a social democrata.

- PLANTÃO DO ARREMATE -
Sou daqueles que apoia e acredita que pelo fato das votações serem secretas, deveriam manter um plantão de "atendimento" aos senadores e deputados, decididos e firmes mas nem tanto, para tirar suas dúvidas, ajudar nas decisões de última hora dos inconformados de todos os rachados.

Do Soldadonofront

domingo, 18 de janeiro de 2009

Sérgio Guerra volta com a "corda de enforcado"

O agora presidente nacional do PSDB, o ex-socialista senador Sérgio Guerra (PE), foi um dos escudeiros de Miguel Arraes por anos. Agora resolveu falar de corda em casa de enforcado e protestou contra as declarações do presidente Lula, que nunca aceitou a tese de um terceiro mandato. Nem ele e nem o PT.

Guerra afirma: "as declarações de Lula permitem que todos os picaretas e oportunistas da reeleição no Brasil se sintam estimulados a trabalhar por esse chavismo primitivo, que não responde à situação brasileira nem de qualquer outra democracia do mundo".

Ele esquece que foi o seu atual partido que aprovou, no final do primeiro mandato do ex-presidente FHC, às vésperas das eleições de 1998, a emenda constitucional que permitiu aos tucanos disputar as eleições presidenciais daquele ano com Fernando Henrique como candidato no poder. E que usaram e abusaram da máquina do governo para reelegê-lo no Planalto.

Assim, não pode e não tem autoridade o senador Sérgio Guerra, agora, para criticar Lula por nosso presidente considerar que Hugo Chávez tem o direito de propor ao parlamento a realização de um plebiscito que decidirá se o povo venezuelano quer ou não a reeleição ilimitada em seu país.

Ainda mais que o presidente Lula deixou claro que não o fará no Brasil em hipótese nenhuma. Guerra não pode fazer declarações do tipo, sem recordar que foi seu correligionário de hoje, FHC, que introduziu a reeleição no Brasil.

Por ZD

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Novo prefeito de Boninal não acha a papelada para administrar a cidade

Toda a papelada referente aos exercícios de 2007 e 2008 da prefeitura de Boninal, um belo recanto encravado na Chapa Diamantina, desapareceu da noite por dia. Quem levou a papelada também deletou todos os arquivos dos computadores da prefeitura. A polícia foi acionada e deve apontar os envolvidos.

Impossibilitado de iniciar os trabalhos administrativos, o novo prefeito Eudes Paiva (PT) vai decretar estado de emergência em Boninal. Só assim ele espera poderá iniciar sua gestão à frente do município baiano que fica a 513 quilômetros de Salvador.

O novo prefeito herdou uma herança maldita. A folha de pagamento chega a 80% do que arrecada o município, o que fere a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Só deixaram sobre a mesa do gabinete do prefeito um rascunho da folha de pagamento de dezembro de 2008, num valor superior a R$ 497 mil. Estranhamente um outro documento que foi deixado lista os 118 servidores de Educação que tiveram os contratos encerrados em 31 de dezembro de 2008.

Virou moda na Bahia prefeito perder eleição e deixar pra traz a terra arrasada.

Fonte: Nublog

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Hospital paulista administrado por Serra e Kassab, joga bebê no lixo

Criado em 1944 pelo Governo do Estado de São Paulo, o Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros (HMLMB) foi inaugurado para prestar atendimento a mulheres carentes, especialmente gestantes e parturientes. Em 1978, o hospital tornou-se próprio da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, governado por José Serra e Gilberto Kassab, mas com verbas do governo Federal

O hospital ganhou o Selo de Qualidade Hospitalar, concedido pela Associação Paulista de Medicina e pelo CREMESP. Também conquistou o prêmio "Maternidade Segura", que foi entregue ao Hospital em 26/03/2001, em cerimônia que contou com a presença do Governador do Estado, Geraldo Alckmin.

Agora que vocês foram apresentados ao hospital tucano...

Uma bebê prematura foi dada como morta durante o parto, na última sexta-feira (3), e, depois de passar quatro horas sozinha na sala cirúrgica, foi vista se mexendo por uma faxineira que a recolheria com o lixo hospitalar. A família tinha registrado o óbito quando soube que ela estava viva. O parto ocorreu às 18h25, e a criança foi achada pela funcionária às 22h30.

Segundo a mãe da menina, a dona-de-casa Renata Alves de Oliveira, 32, os médicos não acreditaram na primeira vez em que a faxineira alertou sobre a bebê no lixo. Foi preciso que ela os chamasse novamente para que prestassem socorro.

O pai da bebê, o motorista Alexandre Góes, 32, que havia registrado a morte, voltou à polícia. Desta vez para dizer que a filha estava viva. O bebê está em estado gravíssimo.A criança, que recebeu o nome de Giovana Vida Góes.

A Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo não informou o nome do médico e se ele continua a trabalhar nem se manifestou sobre as acusações da família de que um funcionário teria dito que a gestante tinha outros três filhos e por isso não haveria problema se o bebê morresse. . [+] Se esse é o hospital com selo de "maternidade segura", imagine como deve ser as maternidades inseguras do governador José Serra

Por: Helena™

sábado, 20 de dezembro de 2008

Para ajudar José Serra, oposição corta 4 bilhões do PAC

O plenário do Congresso - Câmara e Senado reunidos- aprovou hoje a proposta de Orçamento Geral da União para 2009. Emendas incluídas de última hora na proposta, e aprovadas, permitem que o governo recomponha, durante a execução orçamentária, os cortes nas despesas de custeio efetuadas pelo Congresso

No total, os parlamentares cortaram mais de R$ 10 bilhões no custeio e, segundo técnicos do governo, R$ 4 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).A proposta aprovada destina R$ 16,5 bilhões para o PAC. Na versão original enviada ao Congresso pelo Ministério do Planejamento, eram R$ 21,4 bilhões. Houve uma redução, portanto, de 22,8%. O texto aprovado, entretanto, só permite que o governo recomponha por decreto os valores de custeio. Não permite que o governo recomponha os valores cortados do PAC como queria o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Para você entender

A oposição, sempre quis barrar o PAC, com o discurso de uso eleitoreiro do governo federal para beneficiar Dilma em 2010 .DEM e PSDB já estudaram ir ao Supremo Tribunal Federal contra o projeto. O DEM chegou a solicitar à sua assessoria técnica estudo com detalhes do programa para verificar se a maioria dos potenciais favorecidos está em Estados governados pela base, para então ingressar com recurso no STF.

Depois da pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira (15), mostrando Dilma Rousseff (Casa Civil) - favorita para suceder o Presidente Lula - com, 10,4%(Na última pesquisa realizada em setembro, a ministra Dilma tinha 7% de intenção de votos), o assunto PAC voltou incomodar tucanos e demos. A conversa nos corredores do congresso é que o PAC pode dar a Dilma passaporte para 2010. Em caso de sucesso, ministra vai se beneficiar de identificação com plano, poderá se tornar um dos nomes mais fortes do partido para disputar a sucessão do Presidente Lula.

“Como o plano tem tudo para dar certo, porque é consistente, em 2010 o nome da ministra poderia ser lançado com grandes chances de vitória, porque terá chegado a hora de colher os louros da proposta.” Por esse motivo, a oposição, que, claro, trabalha para eleger o governador José Serra, candidato à presidência, cortou R$ 4 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Por: Helena™

domingo, 7 de dezembro de 2008

O Direito de Saber

Dedico este texto aos 7% da população brasileira que consideram o governo Lula ruim e péssimo e que, de forma alucinada, irresponsável e até criminosa aprovam que os grandes meios de comunicação cheguem até a censurar notícias das quais não gostam, numa tentativa, a meu ver delirante, de determinar o que seu público deve ou não saber, ou que, sempre através da censura, tentam fazer prevalecer a própria visão de fatos "incômodos" quando se dignam - ou são obrigados - a reportá-los.

Escrevo sabendo que não tenho muitos leitores entre esse setor da população que prefere não ter contato com fatos que o desagradam e que, por isso, apóia que a mídia chegue ao ponto a que chegou a Globo ontem (sexta-feira, 5 de dezembro), ao ponto de esconder de seu público, em seus telejornais noturnos (os mais importantes da emissora), os fatos mais importantes do dia, ou seja, a alta surpreendente e expressiva da aprovação ao governo Lula e a declaração pública de um dos mais importantes organismos internacionais em questões econômicas, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que considerou que a economia brasileira será a única entre as grandes economias que será pouco afetada pela crise econômica internacional.

Pergunto-me como é que alguém, em sã consciência, pode apoiar uma coisa dessas. Quem garante a essas pessoas que amanhã não serão elas as vitimas de censura por terem interesses divergentes de magnatas da comunicação como a família Marinho?

A mentalidade dessas pessoas diz a elas que a mídia lhes defende a classe social. Estão erradas, até porque a quase totalidade desses 7% da população não pertence à mesma classe social dos Marinho, dos Frias, dos Civita etc. Imaginar que esses multimilionários pensam na classe média ou em qualquer outro grupo social quando furtam do cidadão informações importantes como as que a Globo escondeu, chega a ser irracional.

Esses 7% dos brasileiros, na contramão do Brasil e do mundo, de um mundo em que Lula se tornou um superstar (ao menos em termos de popularidade), tendo hoje a maior aprovação que um presidente já teve na história do país e sendo o líder mais popular da América Latina entre os povos da região, enfim, esse contingente da sociedade apóia também, por exemplo, que um jornal como a Folha de São Paulo, que publicou na sexta-feira a pesquisa Datafolha sobre a popularidade de Lula, chegue ao cúmulo de não publicar, na edição do dia seguinte, uma única carta de leitor sobre o assunto, publicando sobre ele só textos opinativos que tratam a opinião majoritária do povo como produto de ignorância.

No day after da divulgação da pesquisa, a Folha publicou quatro textos opinativos sobre a popularidade de Lula em seu primeiro caderno. Um foi editorial (a opinião do jornal), o segundo uma coluna de Fernando Rodrigues, o terceiro um artigo de Fernando Canzian (outro jornalista fixo da Folha) e o quarto uma entrevista com os "intelectuais" Boris Fausto e Bolívar Lamounier, que, na verdade, são tucanos históricos ligados ao grupo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Todos os textos supra mencionados dizem exatamente a mesma coisa: que a aprovação de Lula cairá porque a crise chegou ao Brasil, ainda que atrasada, e, assim, provocará aumento do desemprego e outras desgraças, e como a popularidade presidencial seria apenas fruto de uma boa situação econômica do mundo que já não existe mais, o presidente sofrerá desmoralização no ano que vem.

Outro ponto em comum entre os quatro textos é o de que todos revelam um profundo desprezo dos seus autores pela capacidade de discernimento da sociedade brasileira. E da sociedade como um todo, em todos os seus estratos sociais, como bem se pode ver na reprodução de trecho do editorial da Folha supra mencionado, intitulado "Aprovação Recorde", que comenta a disparada da aprovação de Lula também entre os mais ricos e escolarizados.

A popularidade de Lula não apenas parece "descolar-se" da média dos demais presidentes, como também deixa de se vincular a setores sociais determinados. Perde força, na nova pesquisa, a idéia de que o apoio ao governo estava destinado a concentrar-se nas faixas de menor renda e de baixa escolaridade.

Vale dizer que o que "perde força" mesmo é a tese da própria Folha, vertida à exaustão durante anos, de que Lula se mantinha popular graças a pessoas ingênuas, humildes, desinformadas, em suma, graças a pessoas pobres e sem instrução que o presidente subornaria com o Bolsa Família.

Mas a maior contradição não está nos textos que dizem que mesmo sendo rico e formado na universidade o brasileiro está se deixando enganar por Lula. A contradição está em não reconhecer que o descomunal noticiário alarmista, que vem martelando a crise na cabeça do público sem parar há mais de 80 dias, foi sumariamente ignorado pela sociedade.

Até em novelas e em programas humorísticos viu-se indução à crença no desastre da crise que estaria chegando. E os problemas na economia, de redução no crédito e nas vendas de carros novos ou nas demissões que realmente ocorreram, tudo isso já foi até decorado pela sociedade. É impossível escapar do noticiário, a menos que se more numa caverna no meio do mato.

Os brasileiros, ao aprovarem Lula em maioria tão avassaladora, disseram claramente que não acreditam na mídia quando ela diz o tamanho do desastre e que sabem, sim, que problemas há, mas que vamos superá-los. Não há outra interpretação possível, pois informação que supostamente deveria desmoralizar Lula é exatamente o que os meios de comunicação providenciaram que não faltasse.

Uma explicação para a opinião da maioria pode residir em notícia que se viu escondida no meio do caderno de economia da Folha na mesma edição em que os jornalistas e entrevistados daquele veículo disseram que o desastre está chegando para acordar a sociedade imbecilizada, como se tivessem uma bola de cristal, um conhecimento que o resto do mundo não tem. Trata-se daquela notícia sobre a OCDE, organização que diz exatamente o mesmo que Lula, que o Brasil será o único grande país do mundo a se manter acima da depressão mundial.

Mas quem é a OCDE para a Globo citar sua previsão ou para a Folha (ou para seus colunistas e entrevistados escolhidos a dedo) levar em conta suas previsões? Eu digo quem é a organização, segundo a Wikipédia:

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE, ou OECD em inglês) é uma organização internacional dos países comprometidos com os príncipios da democracia representativa e da economia de livre mercado. A sede da organização fica em Paris, na França. Também é chamada de Grupo dos Ricos. Juntos, os 30 países participantes produzem mais da metade de toda a riqueza do mundo.

A previsão da OCDE não é só da OCDE. Há dezenas de organismos importantes que dizem o mesmo. Há dezenas de acadêmicos, economistas, jornalistas, empresários e até a esmagadora maioria da população que acham que o Brasil hoje está forte e pronto para enfrentar a crise e dela sair-se bem.

O Brasil aposentou seu eterno complexo de vira-latas. Estamos acreditando em nós. Não é que as pessoas achem que não haverá problema nenhum aqui. Muito poucos são os cegos e surdos. As pessoas lêem jornais, assistem telejornais e escutam o próprio Lula dizer, não que não existe crise, que ele nunca disse isso, mas que estamos preparados como nunca estivemos para enfrentar problemas graves, previsíveis e periódicos que atingem a economia mundial, intermitentemente, desde o início dos tempos.

A mídia e a oposição tucano-pefelista dizem que Lula se arrisca ao vender uma economia que não existe mais. Mentem. Omitem. Acham que podem furtar da sociedade brasileira um dos direitos humanos mais elementares, um direito que nos dias de hoje é mais imprescindível do que já foi em qualquer outra época, ou seja, o Direito de Saber, o direito à informação de qualidade, veraz, isenta, fidedigna. Enganam-se de novo. Não conseguirão. O país está vacinado contra eles.

Por Eduardo Guimarães

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Atenção, povo do Rio Grande! Vai falar a "nossa" governadora:



*resposta de Yoda aos manifestantes do CPERS

Por Guga Türck

sábado, 15 de novembro de 2008

A fusão PSDB-PPS

A imprensa noticia que houve um jantar de dirigentes dos dois partidos para discussão dessa fusão. O presidente nacional do PPS, ex-deputado Roberto Freire (PE) evita falar "oficialmente" em fusão, mas confirma que deputados e filiados de seu partido debatem o assunto.

A pergunta a se fazer é: para quê?


O PPS, já há muito tempo, é um apêndice dos tucanos. Então, o máximo que podem fazer é legalizar uma situação de fato. Sem esquecer que o PSDB de São Paulo também já fez uma fusão de fato com o quercismo.

Nem deixar de lembrar que o ex-governador Orestes Quércia foi uma da principais razões da criação do partido em 1988. Na ocasião, o antiquercismo era o "leitmotif" para a fundação do PSDB e o então governador de São Paulo (Quércia, 1987-1990) o modelo de político e de se fazer política que o PSDB deveria negar e repudiar.

Quem não se lembra?

Pelo visto só os atuais dirigentes tucanos, começando pelo governador de São Paulo, José Serra, que há tempos incorporou os principais colaboradores do quercismo a seu Governo. Como, aliás, já havia feito seu antecessor imediato, o ex-governador Geraldo Alckmin.

por ZD

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Suspensão de MP pelo STF é de extrema gravidade

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender uma medida provisória (MP) do Executivo, aprovada pelo Congresso Nacional, é de uma gravidade sem precedentes no país. Isso só aprofunda o caminho escolhido por uma parcela dos ministros da nossa Suprema Corte, de legislar, poder inerente à Câmara dos Deputados, ao Senado Federal (em seu papel revisor), ao Congresso Nacional, enfim.

Como pode o STF suspender uma lei já aprovada pelo Congresso a quem cabe decidir se uma despesa ou crédito extraordinário é urgente e imprevisível? Decididamente, essa não é atribuição, não cabe ao STF decidir isso.

A decisão da Corte apenas suspende a liberação de recursos, empenhados mas ainda não executados. O mérito da MP ainda será julgado, mas toda despesa autorizada por ela poderá ser declarada ilegal.

O julgamento se uma despesa é urgente e imprevisível é político e cabe ao Congresso Nacional fazê-lo. Só os parlamentares, e não o STF, podem decidir se uma obra, seja do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ou a transposição do rio São Francisco, tem esse caráter.

Sem créditos extraordinários, obras públicas vão parar

Caso contrário, estaríamos dando aos magistrados um poder constitucional que eles não detêm. Como disse o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), às vezes o poder judiciário pensa que é o poder legislativo.

Sem créditos extraordinários as obras públicas nesse país vão parar. Já andam devagar, tais são as carências da administração pública e as questões legais de controle no Tribunal de Contas da União (TCU), e as ambientais no IBAMA...

A verdade é que o Brasil estava desacostumado a começar, tocar e terminar obras, em liberar recursos e executá-las como tem sido feito no governo Lula. Mas o fato é que nada justifica a decisão do STF.

Foi uma ingerência indevida nos poderes Legislativo e Executivo, como bem definiu Garibaldi Alves, aplaudido pela platéia de parlamentares que o acompanhavam, numa evidência de concordância com ele.

Por ZD

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Lixo da História - A ressurreição de Quércia

Era 1974 e eu tinha 14 anos quando Orestes Quércia, do MDB, derrotou Carvalho Pinto, da Arena, na disputa por uma vaga no Senado. O país já mostrava que desejava o fim da ditadura militar e deu ao emedebista uma votação esmagadora sobre o candidato da ditadura.

Em 1982, na primeira eleição direta de governadores de Estado depois de 1964, o senador por São Paulo integrou a chapa de Franco Montoro. Elegeram-se com facilidade num país que se contorcia sob as dores de uma crise econômica que levaria à queda da ditadura três anos depois.

Em 1986, a carreira política de Quércia era cada vez mais promissora. Ele acabou com Antonio Ermírio de Moraes na disputa pelo governo paulista.

A partir daí, começou-se a descobrir quem de fato era aquele político tão popular. A frase atribuída a ele de que quebrou São Paulo mas elegeu Luis Antonio Fleury Filho (1990), não poderia ser mais verdadeira. A passagem de ambos pelo governo paulista destroçou São Paulo.

Depois que Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas, José Serra e outros emedebistas de grosso calibre deixaram o agora PMDB para fundar o PSDB, Quércia passou a sofrer uma campanha de desmoralização na mídia que o impediu de conseguir qualquer outro cargo eletivo importante.

Ele ainda tentou a Presidência da República em 1994 e o governo paulista em 1998, mas teve votações acachapantes. A mídia destruiu Quércia. Ele caiu no mais completo ostracismo político, inclusive tornando-se uma figura menor dentro do próprio PMDB.

Tal qual seu partido, porém, Quércia sempre correu de um lado para outro do espectro político, de acordo com a direção em que o vento soprava. Algumas vezes, inclinou-se mais à esquerda, como quando apoiou Marta Suplicy em 2004, e a proximidade dela com ele foi usada para atribuir à petista todas as maldições midiáticas.

Sempre que Quércia se aproximou do PT, este foi denunciado pelo crime supremo de estar ao lado de um dos políticos mais demonizados de todos os tempos. Agora, porém, o ex-governador acertou a mão ao apoiar Gilberto Kassab. As críticas que ele e quem dele se aproximasse recebiam da mídia, simplesmente desapareceram.

O peemedebista se deu muito bem ao se aproximar do grupo político de Serra. Logo, logo conseguirá uma blindagem midiática que poderá reabilitá-lo politicamente, mas só quando a mídia tiver certeza de que sua aproximação com o PSDB e com o PFL é para valer.

Por Eduardo Guimarães

sábado, 18 de outubro de 2008

O Seqüestro da Dignidade : é você sob a mira de um revólver


Como o povo paulista foi seqüestrado e humilhado pelos criminosos da falange midiocrata...

A mocinha mais encantadora da escola, olhos meio tupinambás, cabelos negros e compridos, alegre e falante, teve o cérebro atravessado por um fervente projétil de arma de fogo. Eloá é a vítima mais visível do desgoverno insano e cínico que mantém São Paulo em cativeiro desde Março de 2.001, quando ascendeu ao trono estadual o suserano alquimista. Ser paulista, hoje, equivale a viver num buraco imundo, úmido e molhado, sob a mira trêmula de um revólver, mas diante de uma TV que anuncia maravilhas da autoridade midiocrata.

Os paulistas sofrem, sobretudo, por conta da educação com padrões de quinto mundo, cujo projeto foi iniciado pela secretaria Rose Neubauer, há 13 anos. O Estado converteu-se, assim, na terra dos jovens analfabetos, zumbis sociais, filhos do regime de "aprovação automática".

No campo das obras públicas, sob a bandeira de treze listras, prospera o paraíso das empreiteiras e dos "gatos". As irregularidades se multiplicam, mas o campo de força da Assembléia Legislativa impede qualquer investigação detalhada sobre a farra com o dinheiro público.

Não bastasse a máfia dos pedágios e aquela dos fiscais associados aos parceiros do DEM, parte de São Paulo ainda foi entregue ao crime organizado. Quando o acordo sofre ameaças, o PCC simplesmente assume o controle de toda a gleba, como ocorreu em Agosto de 2.006.

Unanimidade sob vigilância do editor careca

São Paulo já sofrera muito, outras vezes, sob a direção de embusteiros como Ademar de Barros, Laudo Natel e Paulo Maluf. Estes, no entanto, encontravam aqui e ali o julgamento crítico, e muitas vezes a oposição, de veículos da imprensa hegemônica e dos jornalistas.

Constituído pela aliança dos setores quatrocentões, pela elite industrial e pelos ventríloquos do neoliberalismo bandeirante, o sistema de governo tucano cuidou, desde 1.995, de privar o Estado de qualquer debate público de idéias.

Esse controle se faz pela cooptação de profissionais de imprensa, muito bem remunerados, pela censura prévia exercitada nos "aquários" das redações e pela duras punições aplicadas aos jornalistas não-alinhados.

Nas redações da Barão de Limeira e da Marginal Tietê, há os chamados "telefones azuis", pelos quais o dono da mídia paulista, o calabrês José Serra Chirico, encomenda matérias, edita verbalmente textos e determina demissões.

"O Serra mandou" é frase comum, pronunciada em cochichos nas redações dos dois principais jornais paulistas.

Quando o calvo mandatário se vê ocupado, destaca algum de seus lugares-tenentes para a função de editor-chefe. Pode ser Aloysio Nunes Ferreira Filho, José Aníbal ou Angelo Andrea Matarazzo, tido orgulhosamente no PSDB como o "Chuta-mendigo", por conta de sua política de perseguição ao povo-de-rua.

Por Josinhas 25 no Blog Subversivo

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Tucanos invadiram até a vida conjugal de Marta Suplicy

A oposição, tucanos-demos à frente, explora com a corda toda o fato de a campanha de nossa candidata ter usado frases que deram margem à interpretação de estar tratando da vida pessoal do prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (ex-PFL-DEM-PSDB). Parte da mídia, então, principalmente a Folha, direcionou boa fatia dos seus espaços de política só a esse assunto.

Até parecem vestais que nunca se banquetearam nessa seara! Bem lembrado, portanto, o que Luís Favre colocou em seu blog e que a própria Folha registra hoje: nossa candidata foi vítima de ataques pessoais, inclusive à sua vida conjugal, por parte do PSDB nacional na campanha eleitoral de 2004, quando concorria à reeleição à prefeitura paulistana.

Um destes, no boletim divulgado pelo site nacional do PSDB, em 29 de julho de 2004, tinha o título "Dona Marta e seus Dois Maridos." Referia-se à separação e casamento de Marta Suplicy e ridicularizava a participação do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) na campanha reeleitoral da ex-mulher. "Foi um equívoco", despista agora o hoje presidente nacional tucano, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE).

Foi, na verdade, como diz Favre em seu blog, "violenta baixaria contra Marta." Não esqueça: baixaria vinda dessa mesma oposição e mídia que posam de vítimas e escandalizados com o material colocado no ar no início da campanha da Marta nesse 2º turno.

Do blog do Dirceu

terça-feira, 7 de outubro de 2008

PT é o partido que mais avançou no RS

O PT foi o partido que mais avançou, em número de prefeituras, nas eleições municipais deste domingo. O partido, que havia conquistado 43 prefeituras nas eleições de 2004, agora venceu em 60 municípios, incluindo aí vitórias inéditas em municípios como Novo Hamburgo, Sapucaia, Bento Gonçalves, Erechim, Santa Rosa, Vacaria e Capão da Canoa, entre outros. O desempenho mais expressivo do PT ocorreu na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde foi para o segundo turno em Porto Alegre e Canoas e venceu em Gravataí, Viamão, Esteio, Sapucaia, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Sapucaia. O partido está presente nas três cidades onde ocorrerá segundo turno (Porto Alegre, Canoas e Pelotas)

O partido que mais perdeu espaço foi o PDT, que passou de 97 prefeituras (em 2004) para 64. O PP segue sendo o partido com o maior número de prefeituras no Estado, 146 (contra 134 em 2004). Em segundo lugar vem o PMDB que passou de 136 para 143 cidades. O PDT segue em terceiro com 64, seguido de perto pelo PT que poderá chegar a 63, caso vença as disputas de segundo turno. Depois, seguem-se o PTB (31 prefeituras), o PSDB (19) e o DEM (13).

Considerando o número total de votantes, o PT foi o segundo partido mais votado no Estado, com um total de 1.511.000 votos. O primeiro foi o PMDB com 1.738.010. Em terceiro lugar, ficou o PP com 1.036.457 votos.

No país, o PT foi o partido que mais elegeu prefeitos nas 79 maiores cidades. Foram 13 vitórias no primeiro turno e em outras 15 cidades o partido está disputando o segundo turno, podendo chegar a um máximo de 28. Em segundo lugar, vem PMDB e PSDB com 9 vitórias no primeiro turno e 11 disputas no segundo.

Por Marco Aurélio Weissheimer

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Por que o Rio Grande do Sul é assim

O castilhismo e a chamada “liberdade de imprensa”

Se um dos medidores da democracia formal é de fato a liberdade de imprensa, então, Porto Alegre tinha mais democracia no final do século 19 do que na presente conjuntura.

No final do Império acontecia um vivo e candente debate democrático entre os órgãos de imprensa local, divididos entre publicações religiosas e não-religiosas, e estas subdivididas entre republicanos radicais, liberais monarquistas e liberais republicanos.

Hoje, este debate está morto. Não temos mais pluralidade nos órgãos de comunicação. Atualmente existe uma única linguagem político-ideológica. A pluralidade é apenas numérica e segundo a modalidade da mídia. De resto, temos uma mídia una e indivisível, a mídia do partido único da mercadoria. Que confunde deliberadamente (ideologicamente) cidadão com consumidor. A democracia que apregoa fica reduzida à miséria espiritual de se escolher entre um celular A, B ou C. Os consumidores são laureados “vencedores”, os não-consumidores são indexados como “perdedores”. A velha bandeira liberal-burguesa da cidadania é substituída pelo audór colorido e iluminado do consumidor unidimensional. A proclamada “liberdade de imprensa” é a liberdade embrutecida do consumidor, não do cidadão esclarecido e autônomo.

O jornal mais exaltado na propaganda republicana no Rio Grande do Sul sem dúvida foi o diário A Federação. Foi fundado praticamente junto com o Partido Republicano Rio-grandense (PRR) no início da década de 1880. Chama a atenção, pois, o relêvo que era dado pelos positivistas à questão de uma imprensa partidária atuante e combativa. Seu redator, Júlio de Castilhos, compreendia essa importância estratégica desde os tempos de estudante, quando já mantinha uma pequena publicação de divulgação e debate político. Antes disso, ainda, os estudantes Castilhos e Assis Brasil, então aliados e íntimos companheiros de ideais republicanos, haviam fundado o “Clube 20 de Setembro” com a intenção de criarem um círculo de estudos dos ideais Farroupilhas. Destes estudos coletivos resultaram dois trabalhos publicados em 1882: História popular do Rio Grande do Sul, de Alcides Lima (já uma preocupação com a categoria popular), e História da República Rio-Grandense, de Assis Brasil.

Castilhos se dedicou integralmente ao jornal A Federação, fazendo deste diário um instrumento forte de combate à monarquia. Em janeiro de 1885, ano que seria marcado por “sensacionais combates de Imprensa”, segundo um autor, chegam a Porto Alegre, o Conde D`Eu e a princesa Isabel, sua esposa. Castilhos mostra toda a convicção política e a sua “audácia irreverente em face de membros da família imperial, tanto mais grave por deflagrar num ambiente de província, em meio à aura de bajulação que envolvia o passeio propagandístico dos sucessores do trono” de Pedro 2º.

Júlio de Castilhos escreveu em A Federação: “O 1º Reinado foi a violência. O 2º é a corrupção. Que será o 3º? O 3º não constituirá mais do que uma esperança dos príncipes que atualmente nos visitam, esperança que há de ser infalivelmente malograda”.

E prossegue nas suas acertadas previsões:


“A Monarquia há de baquear. O Brasil pertence à América e a América pertence à República. O sr. Conde D`Eu , em vez de fazer tentativas contra a solução republicana, e a bem do 3º Reinado, devia ter presente sempre ao seu espírito estas palavras que o Rei Luís Felipe, seu avô, disse ao Ministro Guizot: ‘Não consolidaremos jamais a monarquia na França, e um dia virá em que meus filhos não terão pão’.

Que fecunda lição para um príncipe! Medite sobre ela o sr. Conde D`Eu. A experiência ensina!” – advertiu o jovem e corajoso militante republicano.

Menos de quatro anos depois suas palavras tornaram-se realidade e abria-se um largo caminho de conquistas para o PRR que, a rigor, permaneceria no poder até a década de 30.

A Federação não seria um diário singular na luta política do PRR, inúmeros outros jornais e publicações republicano-positivistas foram criadas nos quase setenta municípios do Rio Grande do Sul e se constituíram em instrumentos estratégicos de criação e consolidação do poder castilhista-borgista por quase quatro décadas. De outro lado, os opositores do castilhismo, do Partido Federalista, também tinham suas inúmeras publicações de propaganda política, fazendo do Rio Grande do Sul um território de intenso debate e livre manifestação pela cidadania.

Já se vê que no quesito “liberdade de imprensa” o Rio Grande do Sul hoje está muito mais atrasado que no fim do século 19. Para não falar na qualidade de sua elite dirigente.

Foto: a família imperial brasileira, Conde D'Eu, Dom Pedro 2o, Teresa Cristina e a Princesa Isabel no final do Segundo Reinado – objeto de duras críticas de Júlio de Castilhos em A Federação.

Por Cristóvão Feil

terça-feira, 16 de setembro de 2008

FHC e Richa: a foto que o prefeito tucano quer esconder


FHC "reforçou" a campanha do tucano Beto Richa à reeleição para a prefeitura de Curitiba, nesta segunda-feira (15).

O prefeito tucano driblou a imprensa, não divulgou na agenda, e em vez de ir na palestra de FHC, foi correndo recepcionar no próprio Aeroporto para se livrar rapidamente do "compromisso"... mas foi pego na foto.

Detalhe: a página na internet do candidato tucano não registra uma palavra (nem foto) sobre o encontro.

Por: Zé Augusto

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Blogueiro fala do escândalo Yeda (PSDB) - Justiça manda tirar blog do ar


Olha que interessante está acontecendo na internet. O blog Nova Corja, que aborda temas políticos e é declaradamente anti-Lula e anti-PT, usa e abusa de textos baixo nível quando se refere ao Presidente Lula. Nada acontece.

Mas a justiça enxergou de longe quando o blog mexeu com o PSDB. O blog "foi obrigado a retirar informações" sobre o escândalo gaúcho. O texto retirado pela justiça fala sobre "a compra mi$terio$a da man$ão" da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius PSDB.

Por: Helena™

O conteúdo da liminar é interessante, preservou a opinião dos blogueiros, mas não descartou a hipótese de que os que aqui coloquem post possam ser, eventualmente, processados por perdas e danos, ou seja, ao expressarem suas opiniões, e caso estas possam eventualmente causar prejuízos, terem que arcar com a responsabilidade de eventualmente pagar uma indenização (!).

Mas… “9 fora isso”, como fica o caso dos órgãos de imprensa que tem informações privilegiadas e fazem notícias-denúncias-escândalos? Por que eles podem e este site não pode? Talvez seja porque este site não é um órgão de imprensa, e a partir daí este site não possa gozar das prerrogativas que um jornal ou tv goze. Estou bancando o “inimigo”? Creio que não, mas faço este comentário porque está na hora de lançar luz sobre estes blogs e discutir até onde eles são ou não são equiparados a “imprensa”, até porque se você observar, quem entra aqui (como eu) vem atrás de “INFORMAÇÃO”, além de que, basta acessar alguns sites de jornais, tv’s e revistas, não existe nenhum que não tenha vários, mas vários blog’s agregados aos seus sites.

Se não fosse suficiente, temos blog’s famosos por justamente prestarem o serviço de dar…informação (Noblat é um deles). Então, considerando a internet como um meio de comunicação de massa, o acesso irrestrito, a característica de que o que se busca aqui é essencialmente informação, a forma de sua disseminação e propagação, temos que os blog’s com conteúdo informativo, a similitude da imprensa escrita e midiática, são sim possíveis de serem equiparados como àqueles que gozam da proteção e prerrogativa legal de dar a informação. Afinal, basta pensar um pouco: o que deveria fazer a VEJA quando ficou sabendo que o Ministro Gilmar Mendes, Presidente do STF, estava sendo grampeado?

Deveria calar e se omitir, já que a informação foi obtida de forma indevida, por meio de um funcionário público que “entregou” dita informação? Ou agiu corretamente fazendo o que fez?

Comentário de João Carlos Cembranel

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Hipocrisia Tucana - Não tenho nada com isso


Questionado por jornalistas sobre os "erros"(corrupção) que cometeu como governador de São Paulo, entre 2001 e 2006, o tucano Geraldo Alckmin desconversou, disse apenas. “Quem não erra? Só quem não faz.

Em seguida, Alckmin voltou a negar ter responsabilidade por erros na obra do Metrô que culminaram no desabamento da linha 4, e matou sete pessoas em janeiro de 2007 “Eu saí do governo em março, o acidente foi em janeiro do ano seguinte. Você examina uma obra hoje, daqui a uma semana tem outra realidade.”

Em tempo: O jornalista não perguntou ao candidato Alckmin sobre o escândalo PSDB/Alstom

Por: Helena™

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Um Incendiário - Presidente Lula não sobe no palanque de Eduardo Paes nem no 3o. turno ....

A cidade do Rio de Janeiro começa a sofrer a ameaça do picareta demo-tucano Eduardo Paes, travestido de adesista.

Paes, atualmente no PMDB, aparece em 2º lugar na última pesquisa IBOPE do Rio de Janeiro, aparentemente aglutinando votos da elite carioca que antigamente iam para César Maia e estavam indo para Gabeira (que despencou, e a candidatura de Paes parece que anda agradando a família Marinho das Organizações Globo, como um bom "plano B").

Ex-PV-PFL-PTB, PFL de novo, sempre acompanhando César Maia, Paes voou para o PSDB em 2003, onde foi um cardeal TUCANO, quando fez de tudo para DERRUBAR o governo LULA na CPI dos Correios.

Aproveitou os holofotes para candidatar-se a governador do RJ em 2006 apoiando Alckmin.

Surrado nas urnas, aderiu ao adversário Sérgio Cabral (PMDB), e tenta apresentar-se ao eleitor como "aliado" do governo Lula.

O presidente não esquece o papel de Paes como deputado tucano na CPI dos Correios.

No auge da crise do mensalão, com o governo praticamente nas cordas, Paes se tornou um personagem quase diário do Jornal Nacional, onde desferiu virulentos ataques ao governo.

Essa, Lula não perdoa: "No palanque do Eduardo Paes eu não subo nem no terceiro turno", costuma dizer o presidente, segundo amigos.

Por: Zé Augusto no Povo On Line

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Site denuncia: saiu do ar por censura de Aécio Neves

Tem o dedo e todo jeito de censura do governo tucano de Aécio Neves a retirada do ar, esta semana, pela Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos, do site Novo Jornal de propriedade do jornalista Marco Aurélio Flores Carone (descendente de tradicional família mineira), com sede em Belo Horizonte (MG).

A denúncia é feita pelo próprio jornalista e pelo Portal Imprensa ao divulgarem a retirada do site do ar, numa operação encabeçada pela Promotoria do Ministério Público Estadual (MPE-MG), em conjunto com a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais.

Os agentes da polícia e do MPE mineiros que compareceram à sede do site portavam um mandado de busca e apreensão, com o qual confiscaram os computadores da redação e o servidor do site. Agora, ao acessar o Novo Jornal, o leitor encontra uma mensagem do MPE-MG, explicando que o site está sob investigação em razão de "indícios de prática de crimes".

De acordo com o MP-MG, o site começou a ser investigado a partir da apresentação de uma representação criminal, na qual a página é acusada de publicar matérias ofensivas a honra de autoridades públicas.

Site combativo incomodava

O proprietário da página, o jornalista Marco Aurélio Flores Carone, no entanto, vê outras razões para a censura ao Novo Jornal. Conforme declarou ao Portal Imprensa, seu site (no ar desde 2005), sempre foi 100% combativo. "Sempre fizemos denúncias e elas não são ligadas apenas ao Poder Público e ao governo do Estado de Minas Gerais" observa ele.

Ao Portal Imprensa, Carone acrescentou, ainda, que o site conta cerca de 80 mil pageviews por dia, mantém quatro jornalistas no trabalho de atualização e não depende de recursos ou vínculos com o poder público. "Sua manutenção é paga por anúncios, sempre conquistados via licitação. Procuramos mesmo não atrelar anunciantes, sem licitação, exatamente para que não haja amarras políticas", completou.

A do site Novo Jornal não é a primeira denúncia de censura à mídia que envolve o governador tucano de Minas Gerais, Aécio Neves. Entre os que acompanham bastidores da imprensa, o governador mineiro tem fama de controlar com mão de ferro os veículos de comunicação de seu Estado, do maior ao de menor porte, e de conduzir um trabalho permanente para que nada negativo sobre ele e sobre mazelas de seu governo, se torne, via mídia, do conhecimento público.

Do blog do Dirceu

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Gravações derrubam presidente do TCE/RS

O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro João Luiz Vargas, atingido por denúncias, pediu afastamento do cargo nesta segunda-feira. Assumiu em seu lugar o vice, conselheiro Porfírio Peixoto.

Vargas disse que vai tirar férias e terminar de escrever um livro sobre a felicidade, enquanto espera o parecer do procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza.

O procurador recebeu na semana passada uma notícia-crime apresentada pelo Ministério Público Estadual, pedindo o indiciamento de Vargas por envolvimento na fraude do Detran, que desviou R$ 44 milhões desde 2003.

O pedido baseou-se em conversas telefônicas interceptadas com autorização judicial entre Vargas e réus no processo do Detran, como Antônio Dorneu Maciel, um dos principais implicados.

No mesmo dia em que encaminhou a representação contra Vargas, o MPE divulgou trechos das gravações. “Uma ínfima parte das gravações apenas para mostrar que não é delírio nosso”, disse o procurador Mauro Renner.

Representação semelhante envolveu o deputado federal José Otávio Germano (PP), que também nega as acusações.

O novo presidente do TCE, Porfírio Peixoto, disse que, apesar de acreditar na inocência de Vargas, apoiou sua saída. “Não podemos misturar as acusações com a imagem do Tribunal”.

Procurador do MPC encontrou indícios

O procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo da Camino, já havia sugerido no dia 11 de julho o afastamento e o indiciamento do presidente do TCE, João Luiz Vargas.

O parecer foi entregue ao vice-presidente do TCE, Porfírio Peixoto. Após analisar a defesa de Vargas, o Pleno do Tribunal colocou em votação no final de julho o afastamento e a abertura de processo administrativo contra seu presidente ou o envio de uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República, para que lá fosse decidido a necessidade de abertura de investigações.

Os conselheiros decidiram pela última alternativa e pela permanência de Vargas á frente do Tribunal.

Denúncias abalaram credibilidade do TCE

No início de julho, durante uma audiência pública na Comissão de Serviços Públicos da Assembléia Legislativa, o mais antigo integrante do TCE fez uma série de denúncias contra o Tribunal e alguns conselheiros, que abalaram a credibilidade do órgão fiscalizador das contas do Estado.

O auditor substituto Aderbal Torres de Amorim enumerou três práticas de nepotismo utilizadas, citou elevado reembolso de diárias por parte de alguns conselheiros e a existência de exagerado número de cargos de confiança (CCs), a grande maioria (seis em cada 10), segundo ele, parentes dos próprios integrantes.

O auditor ressaltou que as irregularidades denunciadas em estatais e departamentos como o Detran, Daer e Banrisul “são resultado da omissão do TCE” e que possivelmente elas não ocorreriam “se o órgão entregasse menos troféus e mimos e cuidasse mais do erário público”.

O sumiço, por nove meses, da representação do Ministério Público de Contas sobre irregularidades no Detran, de agosto de 2007, também foi relatado pelo depoente. Segundo Amorim, o processo desapareceu no dia em que seria levado ao pleno do tribunal. A representação foi mencionada em ligação telefônica feita pelo auditor do TCE Cézar Santolin ao então presidente do Detran Flávio Vaz Netto. No telefonema, interceptado pela Polícia Federal e tornado público pela CPI do Detran, o funcionário alertava o dirigente da autarquia sobre a existência da representação, que seria aprovada pelo pleno.

Ele destacou o Poder Legislativo como o órgão fiscalizador nato e criticou a existência de 10 CCs por conselheiro no Tribunal de Contas do Estado – “alguns inclusive instruindo processos, o que é de uma gravidade brutal”.

Disse que o Parlamento “muitas vezes distrai-se na escolha dos seus para comporem os Tribunais de Contas” e que a idéia de criação de um Conselho de Tribunais de Contas - iniciativa do conselheiro Victor Faccioni, que tramita no Congresso Nacional com grandes possibilidades de aprovação, segundo ele - “é um atentado à razão, é terrível, de brutal inconstitucionalidade”.

Nem o vice escapou das acusações de nepotismo

Nem o vice que vai assumir o comando do Tribunal, Porfírio Peixoto, escapou das acusações de Amorim. Segundo ele, Peixoto vinha afirmado que realizou auditoria interna a partir de suas denúncias, “mas a auditoria apontou que não há irregularidades; ele abafou tudo e não fala a verdade publicamente, sustenta-se em cima de vários cargos em comissão, inclusive no controle da imprensa do órgão”.

Ele acusou Peixoto e os conselheiros Helio Mileski e Victor Faccioni de embolsarem mais de R$ 761 mil em diárias, entre os anos de 2000 e 2005, com viagens a “países inesperados”. “Há explicações, mas não justificativas para isto”, acusou. E citou três tipos de nepotismo existentes no órgão: direto, cruzado e em rodízio. Disse que parentes são empregados em triângulo, em vários órgãos da Justiça e nos outros poderes, mas admitiu que é difícil decifrar o que classificou de verdadeiro labirinto.

“O Porfírio Peixoto, por exemplo, tem um primo, uma prima, um concunhado, um sobrinho e uma sobrinha dele e da senhora dele empregados lá. O Mileski tem dois filhos em cargos trocados com dois procuradores de Justiça e em seu gabinete estão dois filhos de desembargadores”. Amorim só salvou da prática o Ministério Público de Contas.

O auditor disse estranhar o fato de que, a cada três pedidos de revisão de processos, dois são julgados procedentes e elencou escritórios de advocacia que freqüentemente obtêm “grande sucesso em processos de revisão”. Finalmente, confirmou a suspeita dos parlamentares que integraram a CPI do Detran sobre o desaparecimento da representação do MP de Contas contra o Detran um dia antes de pedido ingressar no Pleno do TCE, conforme denunciado pela CPI a partir de conversas telefônicas captadas pela Polícia Federal entre um conselheiro e o ex-diretor do órgão, Flávio Vaz Neto.

Por Cleber Dioni no Jornal Já

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Tucana Yeda Crusius ganhou aumento, mas pode perder o emprego ...

O pivô do rombo de R$ 44 milhões no DETRAN gaúcho, Lair Ferst, negocia delação premiada junto ao Ministério Público Federal.

O caixa de campanha da tucana pretende abrir o bico e entregar cerca de 10 nomes da cúpula do governo de Yeda, inclusive a própria, ao que tudo indica.

Ferst negocia elucidar um episódio curioso: a reestruturação da corrupção tucana.

Trata-se da troca de fundações que prestavam serviços ao DETRAN, em maio de 2007 - a Fatec foi trocada pela Fundae, ambas fundações ligadas à Universidade de Santa Maria.

A troca teria ocorrido para retirar as empresas da família Ferst do esquema e beneficiar empresas ligadas a integrantes do aliado PP.

Ferst, que antes poupava a governadora, agora muda a conversa.

Segundo ele, a reestruturação da fraude, com a troca de fundações, foi decisão política do governo:

"É público e notório que houve o envolvimento da governadora nesse processo", disse ele.

Afirma também que era amigo da governadora e que foi recebido mais de uma vez por Yeda depois da posse.

Por: Zé Augusto

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Até quando, Yeda Crusius?

Lars Ferst, empresário ligado a governadora Yeda Crusius (PSDB) - foi um dos seus coordenadores de campanha - e acusado de liderar o desvio de R$ 44 milhões do DETRAN gaúcho, foi impedido pela Polícia Federal (PF) de fazer saques num total de R$ 200 mil, em Porte Alegre. A Justiça Federal determinou no Estado o bloqueio de bens e contas bancárias de 41 pessoas – entre as quais, Ferst - e 11 empresas envolvidas nesta fraude escandalosa.

A legislação determina que saques acima de R$ 100 mil, que necessitam de aviso antecipado para reserva do dinheiro, sejam comunicados ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O procurador da República Alexandre Schneider, estendeu o bloqueio às ordens de pagamento de Ferst, por ter sido avisado sobre a possível retirada por um "informante" e não pelo Coaf.

O empresário alega que o bloqueio é ilegal e que o dinheiro vinha de um "empréstimo feito por um amigo" devido à indisponibilidade de seus bens. Também nega que os saques tenham sido tentados em duas ordens de pagamento para evitar o aviso do Coaf.

Uma série de negócios mal explicados

Ferst é a personagem principal do rombo milionário no DETRAN gaúcho. É mais um dos envolvidos no escândalo protagonizado pela governadora tucana gaúcha Yeda Crusius. As acusações ao empresário, aliás, estão na origem das irregularidades: desvio de R$ 44 milhões do DETRAN.

Em seguida, houve a declaração do ex-chefe da Casa Civil de Yeda, Cezar Buzzato admitindo, em gravação feita pelo vice-governador Paulo Feijó (DEM), o loteamento e pagamento por estatais de dinheiro para manter o apoio da maioria na Assembléia; depois a compra pela governadora da casa de Eduardo Laranja da Fonseca, pela qual ela teria pago R$ 750 mil, quando o valor do imóvel é bem maior; e, mais recentemente, a acusação de que Laranja teve dívidas de sua empresa lançadas como prejuízo nos balanços contábeis do Banrisul.

A governadora tucana continua até agora sem conseguir explicações convincentes para nenhum dos capítulos desse escândalo.

Do blog do Dirceu

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Famílias de militantes chilenos querem processar jornais por publicação de matérias falsas

Familiares de 119 dissidentes mortos durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), no Chile, exigem que os jornais La Jornada, La Nación e El Mercurio sejam processados por cumplicidade com os crimes.

Isso porque, em 1975, durante a Operação Colombo, os principais jornais chilenos repercutiram notícias supostamente falsas sobre os assassinatos, dizendo que os militantes haviam sido mortos por seus próprios colegas, e não por militares.

As manchetes tinham títulos como "Exterminados como ratos" - La Segunda, 24 de julho de 1975 e "Executados por seus próprios camaradas" - El Mercurio, 23 de julho de 1975.

O Últimas Notícias também publicou a manchete "A folha de pagamento dos executados" e o jornal La Tercera deu o título "O MIR matou 60 de seus homens", segundo informações do La Jornada.

Do Knight Center for Journalim

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Governo Yeda - Fona não é mais porta-voz do Piratini

No final do segundo semestre do ano passado, este blog antecipou o que se confirmou agora: o jornalista Paulo Fona está fora do governo de Yeda Crusius.

À época, o governo gaúcho chegou a sondar em Brasília nomes para substituir Fona. Como a noticia vazou, o Palácio Piratini recuou, e o jornalista amazonense que construiu sua carreira em Brasília ganhou fôlego por mais algum tempo.

Fona ficou, mas perdeu poderes: deixou de ser secretário de Comunicação e passou a ser somente porta-voz. Desde então, ele próprio não escondia mais o desejo de voltar.

Sonhava em ser nomeado para o Escritório de Representação do RS em Brasília. Com a indicação do jornalista Fernando Guedes para comandar a Embaixada do Rio Grande na capital federal, Fona acabou pedindo sua exoneração à governadora.

Bancadagaucha

sábado, 12 de julho de 2008

Chineses querem investir mais no PAC

Banco de Desenvolvimento da China mostrou interesse em participar de projetos de investimentos na área de energia do PAC que foi lançado pelo governo em 2007.

As oportunidades de investimento foram apresentadas aos chineses pela sub-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, e pelo secretário do Comércio Exterior, Welber Barral, durante a missão do Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior, MDIC, que está nesta sexta-feira em Pequim.

"O Banco de Desenvolvimento da China vai financiar vários projetos e colocou a nossa disposição todas as linhas existentes", afirmou Barral em entrevista.

Ele não precisou o total ofertado pelas linhas de crédito do BNC, nem exatamente quais projetos seriam imediatamente beneficiados, mas revelou que a diretoria do banco “mostrou muito interesse na área de energia e logística”.

"Nós consideramos o investimento chinês extremamente importante. O Brasil é um país que precisa de capital para investimento, principalmente em projetos de retorno de longo prazo. O Brasil não tem uma grande poupança para investimento", disse ele.

Os projetos de logística e energia apresentados ao BNC incluem a participação em leilões de concessões e de obras de estradas, ferrovias, dragagem em 13 portos, usinas energéticas e redes de transmissão.

Rodovias

As concessões rodoviárias são válidas por 25 anos de exploração em rotas que ligam o sudeste com o nordeste num total de 7.297 quilômetros.

Os investimentos nessas concessões somariam mais de US$6,4 bilhões (R$10 bi).

Trechos importantes como a BR040, que conecta Brasília ao Rio de Janeiro e Belo Horizonte fazem parte da proposta.
Investimentos em mais de 7,8 mil quilômetros de ferrovias também foram apresentados.

Foram postos à apreciação dos chineses os projetos do trem de alta velocidade, TAV, que liga o Rio a Campinas, de US$11 bilhões (R$17 bi), a ferrovia norte-sul, de R$ 4,6 bilhões (R$7,4 bi) e a ferrovia de integração leste-oeste, estimada em US$2,8 bilhões (R$4,5 bi).

Além disso, o BDC também avaliou o corredor ferroviário bioceânico, que atravessa os territórios do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile conectando os portos de Santos e Paranaguá à cidade de Antofagasta, no Chile.

A ferrovia, de 2.469 quilômetros, tem por objetivo escoar a produção da América do Sul à Ásia e pode ser estratégica para a China distribuir na região produtos trazidos do oriente através do oceano Pacífico.

Energia

Os leilões de 29 hidroelétricas ofertados aos chineses somam um investimento de 17,3 bilhões de dólares (R$27,8 bi) até 2011.

Neste ano serão feitas licitações para concessão de sete usinas, num investimento total de um bilhão de dólares. No ano que vem, está previsto o leilão de quatro usinas somando US$ 4,7 bilhões (R$7,5 bi).

Em 2010, quinze usinas irão ao martelo levantando investimentos de US$ 8,7 bilhões (R$14 bi) e em 2011 serão três usinas e US$ 2,9 bilhões (R$4,6 bi).

Uma das hidroelétricas leiloadas no ano que vem é a de Belo Monte, no rio Xingu, que causou polêmica na região por causa do impacto ambiental.

A capacidade estimada da usina é de 11,1 Megawatts e o investimento necessário é de US$ 6,9 bilhões (R$11 bi).

O BNC ainda foi convidado a avaliar a possibilidade de investir na construção, operação e manutenção de redes de transmissão e distribuição de energia.

As linhas somadas chegam a mais de 11,378 quilômetros e levantariam investimentos de US$ 7,2 bilhões (R$11,5 bilhões).

Financiamento

Barral ressaltou ainda que o BNC "já está financiando projetos do PAC no Brasil."

Um deles é o gasoduto Gasene de 946 quilômetros, que liga o Sudeste e o Nordeste através das cidades de Cacimbas, no Espírito Santo, e Catu, na Bahia.

O duto permitirá o transporte de até 20 milhões de metros cúbicos de gás por dia para o Nordeste – quase o dobro do total consumido atualmente pela região.

O banco chinês já disponibilizou US$ 750 milhões (R$1,2 bi) de um financiamento total que deverá ser de aproximadamente US$ 2,6 bilhões (R$ 4 bi).

A obra está sendo construída pela gigante chinesa do petróleo, Sinopec. O gasoduto é um projeto anterior ao PAC, mas foi incluído na estratégia de aceleração de crescimento.

Da BBC Brasil

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Porto Alegre: enquete aponta Manuela vencedora do 1º debate

Neste domingo (7), à noite, ocorreu o primeiro debate entre os candidatos que disputam a Prefeitura de Porto Alegre (RS). O debate, promovido pela TVCOM e Rádio Gaúcha, teve cinco blocos, quatro intervalos e durou aproximadamente 2 horas e 45 minutos. Apenas os candidatos que possuem representação na Câmara dos Deputados participaram. Segundo enquete realizada pela RBS, até às 18 horas e 15 minutos desta segunda (8), Manuela D'Ávila (PCdoB) venceu o debate com 32.97% da preferência dos internautas.

Além de Manuela,o debate mediado pelo jornalista Lasier Martins e realizado no Teatro da Amrigs, contou com José Fogaça (PMDB), Luciana Genro (PSOL), Maria do Rosário (PT), Nelson Marchezan Júnior (PSDB), Onyx Lorenzoni (DEM) e Paulo Rogowski (PHS).

Segundo a enquete que avaliou o encontro, depois da candidata comunista estão Maria do Rosário (23.08%), Luciana Genro (12.09%), Nelson Marchezan Júnior (10.99%), José Fogaça (9.89%) e, empatados, Onyx Lorenzoni (5.49%) e Paulo Rogowski (5.49%). Além da enquete, a emissora também disponibilizou um mural para que os internautas apresentassem a sua opinião sobre o primeiro debate das eleições 2008 na capital gaúcha.

''Na minha opinião achei que a candidata Manuela teve o melhor desempenho. Demonstrou muita inteligência e tranqüilidade. Luciana Genro não foi ela mesmo, parecia interpretando um personagem, tal sua contenção. Maria do Rosário estava insossa, preocupada em atrelar seu nome ao do presidente Lula. Onyx representou a velha política das promessas, com a qual Marchezan também flerta. Fogaça foi a síntese de sua gestão, demonstrando cansaço e Rogowsky era um feliz participante, que não disse a que veio'', comentou o portoalegrense Fernando Vasconcelos, no mural.

Já para Vinicius Borba, também morador da capital gaúcha, foi Marchezan o candidato mais preparado. ''Quem se saiu melhor no debate foi o Marchezan. Parece ser coerente e ter pulso firme. O Fogaça é um bom administrador, mas falta coração, atitude e podemos ver isso no debate. A Luciana Genro me pareceu tentando brigar com todo mundo. Em relação à Maria do Rosário me pareceu bem preparada, mas visivelmente nervosa e não conseguiu responder as provocações da Luciana Genro. A Manuela me surpreendeu positivamente, além de linda, muito articulada e respondeu a Luciana de uma forma desconsertante.''

Para muitos, o debate deste domingo serviu para fortalecer a convicção de que uma mulher deve estar à frente da prefeitura. ''Fogaça não consegue explicar a péssima administração que fez. De mais relevante foi a inauguração de um boeiro que levou três longos anos para ser concluído, com direito a corte de fita e tudo. E as promessas de campanha que fez? Precisam ser lembradas e cobradas. Maria do Rosário e Manuela foram as melhores. É hora de uma mulher na prefeitura, embora a mulher do Piratini (Yeda Crusius) seja um zero à esquerda, uma nulidade. Mas foi caso de estelionato eleitoral e é crime!'', escreveu Waldemar dos Santos.

A maior parte das observações negativas aos candidatos no mural apontou que Luciana abusou de críticas e agressividade, Fogaça pareceu sonolento e desinteresado e Maria do Rosário estava nervosa e muito preocupada em aliar seu nome ao de Lula. Já sobre Manuela, os internautas avaliam que falta experiência e e desconfiam do aliado PPS.

O debate

Durante os cinco blocos e quatro intervalos, os candidatos tiveram 30 segundos para fazer a pergunta, um minuto e 30 segundos para a resposta, um minuto para a réplica e um minuto para a tréplica. A platéia foi composta por cerca de 400 pessoas, sendo 50 representantes de cada partido e cem de convidados do Grupo RBS. As perguntas foram feitas por sorteio e também elaboradas pelos próprios postulantes.

No primeiro bloco, os candidatos puderam questionar uns aos outros sob temas livres. Nele, houve três pedidos de direito de resposta concedidos aos candidatos José Fogaça, Luciana Genro e Maria do Rosário. No segundo bloco, os candidatos fizeram perguntas entre si, seguindo temas sorteados ao vivo. No terceiro bloco, os postulantes voltaram questionarem-se entre si com temas livres. Entre os assuntos debatidos estiveram educação, segurança pública, desenvolvimento econômico, entre outros.

No quarto bloco, os candidatos voltaram a debater sobre temas sorteados ao vivo. Entre os principais tópicos questionados estiveram segurança público, aumento de salários para deputados e governadores, transporte público. No quinto e último bloco, cada candidato teve um minuto para fazer as considerações finais.

Resumo de cada candidato

José Fogaça (PMDB) disse que seu governo possui um número representativo de partidos que têm voz e vez e ajudam a formular as decisões do Executivo dando solidez à administração.

Onyx Lorenzoni (DEM) destacou o apoio do seu companheiro de chapa, Mano Changes (PP), e do PSC, dizendo que pretende focar seu trabalho na juventude, nas famílias e no atendimento em saúde.

Nelson Marchezan Jr. (PSDB) afirmou que pretende fazer um governo com ambição em resultados que a população merece e precisa, focando na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

Manuela D’Ávila (PCdoB) expôs que a prefeitura precisa garantir vagas nas creches, nas escolas e oferta de qualificação profissional para a juventude. A candidata também defendeu melhorias para a saúde.

Luciana Genro (PSOL) afirmou que possui um programa de governo para a cidade diferente dos que já foram implementados no município não foram cumpridos.

Paulo Rogowski (PHS) disse que os problemas da cidade são conhecidos por todos os candidatos, mas que suas propostas são novas e estão baseadas em seu trabalho ligado a políticas sociais na cidade.

Maria do Rosário (PT) afirmou ter orgulho dos 16 anos que seu partido governou o município e disse que possui um programa de desenvolvimento econômico aliado a políticas sociais.

Do Vermelho

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Justiça é criticada por restringir uso da Internet nas eleições

A justiça eleitoral foi duramente criticada pelos palestrantes que participaram da audiência pública sobre a regulamentação do uso da Internet nas eleições municipais de 2008, na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos deputados, nesta terça-feira (1o). O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ari Pargendler, convidado para o debate, não compareceu e perdeu a oportunidade de se justificar perante os demais palestrantes e parlamentares sobre as limitações que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quer impor no uso da Internet nas eleições.

O presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos (Abcop), Carlos Manhanelli, fez um defesa apaixonada da liberação do uso da Internet, citando o caso de outros países, como Estados Unidos e Espanha, onde o uso é liberado. Ele alega que ao restringir o uso da Internet, cuja principal característica é a interatividade, a Justiça eleitoral promove uma restrição semelhante à proibição de conversa entre vizinhos.

Ele lembra que o telefone, que tem o uso liberado nas eleições, possui as mesmas características da Internet e portanto deveria ser adotado tratamento similares para veículos iguais. O palestrante destacou o tratamento desigual também entre jornal impresso e Internet – dois veículos que não são concessões públicas – mas que, enquanto no jornal é liberada venda de espaço publicitário; na Internet, não.

“Por analogia, esse veículos deveriam ter o mesmo tratamento”, defende Manhanelli, que imprimiu o tom dos discursos dos demais palestrantes.

Ele criticou a posição da Justiça de querer legislar sobre o assunto e ao mesmo tempo não criar regras, decidindo que julgará cada caso de uso da Internet individualmente. E não poupou adjetivos para definir a posição da justiça eleitoral: “anacrônica, atrasada e obscurantista”.

Manhanetti alegou ainda que a Internet é o veículo de comunicação que melhor atende a legislação eleitoral, que permite que até a véspera da eleição seja feita manifestação silenciosa, lembrando que a Internet não faz barulho. E que as leis vigentes querem baratear as campanhas eleitorais, sendo a Internet a mais barata de todos as mídias.

O diretor-presidente do portal IG, Caio Túlio Costa, admitiu que acompanharia o tom do discurso de Manhanetti na defesa do uso da Internet na campanha eleitoral. Disse ainda que o IG não ia ficar parado diante das decisões judiciais. E que combateria as medidas que permitem aos candidatos apenas o uso de uma página fixa.

Para Caio Túlio Costa, a Justiça eleitoral está promovendo um “processo de asfixia” nas eleições no Brasil. E enumerou todos os setores que são prejudicados por essas medidas – os eleitores, os candidatos, os portais, as finanças da Internet, a constituição federal e a democracia.

A avaliação dele é que os juizes eleitorais ignoram que a Internet é uma nova mídia e não pode ser tratada como a velha mídia que faz um movimento só, “despejando informação na cabeça do eleitor”, disse, enfatizando a característica interativa da Internet. Segundo ele ainda, a quantidade de informações que circula na Internet é ilimitada, permite o armazenamento de dados para serem pesquisados, analisados, checados etc. “Cabe todo mundo na Internet”, lembrou.

Para o pesquisador do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), Francisco Brandão, a Internet está em estágio inicial de desenvolvimento, portanto não caberiam regras restritivas. “O que deveria ocorrer é o contrário, respeitando a fase atual da Internet”, afirmou.

Ele defende a elaboração de regras, mas enfatiza a necessidade da discussão do tema com a participação de todos os segmentos da sociedade, “e não uma decisão isolada”, alfinetou. Para ele, as regras deveriam criar estímulos para que os partidos investissem na Internet. Também sugeriu a criação de portais que abrigassem os sites dos candidatos.

Normas restritivas

O deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP), que propôs o debate, lembra que, por falta de legislação específica, normas anteriores à existência da Internet têm sido utilizadas para regulamentar a propaganda virtual. "Ainda que tal estratégia venha cumprindo um papel fundamental de cobrir o vácuo legal existente, o fato é que esse tipo de regulação por afinidade temática termina por gerar um ambiente de incerteza e insegurança", avalia.

O Tribunal Superior Eleitoral publicou em fevereiro uma resolução segundo a qual a propaganda eleitoral na Internet será permitida em página do candidato destinada exclusivamente à campanha eleitoral.

Conforme a resolução, no primeiro turno, a página poderá ser mantida até a antevéspera da eleição, ou seja, até 3 de outubro. Candidatos e partidos políticos consideram a norma restritiva, pois não permite campanhas por diários eletrônicos (blogs), sites de vídeo, comunidades on-line ou e-mails.

Por Márcia Xavier

sábado, 21 de junho de 2008

RS: Manifestação pelo fim da corrupção reúne 3,5 mil pessoas

Em frente ao Palácio Piratini, nesta quinta-feira (19), mais de 3 mil pessoas gritavam em coro "Fora Yeda, Fora Feijó". A manifestação organizada pela CUT reuniu diversos segmentos da sociedade que pedem o fim da corrupção no Estado. Estudantes com a cara pintada com as cores da bandeira do Rio Grande do Sul eram os mais agitados.

"Essa é a indignação da sociedade frente a um governo que prometeu ser diferente e cuja diferença é aquilo que sempre conhecemos: as elites sobrevivendo da máquina pública com grandes esquemas de corrupção" ressaltou o deputado Ivar Pavan. O professor de sociologia Adão dos Santos vê no movimento mais do que uma simples resposta às denuncias de corrupção: "a sociedade gaúcha sempre se orgulhou de fazer uma política limpa, agora todo o imaginário do gaúcho foi corrompido".

Movimentos sociais como a Via Campesina, MST, Movimento dos Sem Teto e Fetraf também participaram. O representante da União Brasileira dos Estudantes, Diego Hames, pediu o esclarecimento imediato das denúncias. "os estudantes querem saber", enfatizou. Entre os discursos, uma bateria e palavras de ordem, sempre sob olhares atentos da policia militar.

Aproximadamente 60 policiais faziam a segurança do Palácio. O comandante da Brigada Militar, coronel Paulo Roberto Mendes, desfilava em frente ao Piratini, incitando ainda mais os manifestantes, que entoavam: "Fascista, fascista".
A bancada do PT foi representada no ato pelos deputados Raul Pont, Adão Villaverde, Ivar Pavan, Dionilso Marcon, Elvino Bohn Gass e Mariza Formolo.

PT/RS

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Yeda Crusius manda Brigada Militar reprimir protestos contra governo

A governadora Yeda Crusius (PSDB) determinou ao novo comandante geral da Brigada Militar, coronel Paulo Mendes, que reprimisse duramente manifestações contra o governo estadual. E o coronel começou a colocar a orientação em prática na manhã desta quarta-feira. Pelo menos dezessete pessoas ficaram feridas e outras 17 foram detidas na ação da tropa de choque da Brigada Militar contra manifestantes que se dirigiam ao Palácio Piratini para protestar contra a corrupção no governo Yeda.

Os policiais, comandados pelo coronel Paulo Mendes, lançaram bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha contra o grupo e atingiram, inclusive, os deputados Raul Carrion (PCdoB) e Dionilso Marcon (PT), que acompanhavam a marcha e tentavam negociar e liberação pacífica da manifestação. No final da manhã, a Brigada cercou os manifestantes dentro do Parque da Harmonia, na área cenrtral de Porto Alegre, e proibiu que eles prosseguissem para protestar no Piratini.

A marcha de protesto foi organizada pela Via Campesina, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) e Movimento Nacional da Luta pela Moradia. Cerca de 400 policiais da tropa de choque da Brigada Militar foram mobilizados para reprimir os cerca de três mil manifestantes.

A ação violenta da Brigada Militar começou pela manhã quando integrantes dessas entidades, estudantes e sindicalistas iniciaram uma caminhada em direção ao Palácio Piratini. No trajeto, os manifestantes pretendiam fazer um protesto pacífico contra a alta dos alimentos no supermercado Nacional, do grupo Wal-Mart. A manifestação foi duramente reprimida com balas de borracha, bombas e gases lacrimogênio e pimenta. Mais tarde, quando tentaram reiniciar a marcha, os manifestantes foram novamente impedidos de caminhar, empurrados para o Parque Harmonia e agredidos pela Brigada Militar. Um oficial da BM disse aos manifestantes que eles não iriam para a frente do Palácio Piratini de jeito nenhum. Os principais ferimentos foram provocados por balas de borracha. Um agricultor teve o braço quebrado por um brigadiano.

"Baderna provocada por gente desocupada"

O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Paulo Mendes, classificou o incidente como uma "baderna provocada por gente desocupada". “A BM vai tomar uma atitude muito firme”, anunciou. Ligado ao PSDB, especialmente ao prefeito de Canoas, Marcos Ronchetti (PSDB), faz parte da “linha-dura” da Brigada. Sua nomeação para o comando da institutição foi uma declaração de guerra da governadora Yeda Crusius contra os movimentos sociais e o movimento sindical gaúcho.

Admiradora do “estilo” de Mendes, a governadora quer que ele imprima sua marca na Brigada. Como subcomandante da Brigada Militar, o coronel Mendes notabilizou-se por comandar a repressão a protestos de professores e agricultores sem-terra no Estado. Nos últimos meses, quando houve alguma manifestação de protesto ou ação de movimentos sociais, a governadora acionou o coronel Mendes para a repressão imediata.

"Tem que ir pro paredão"

Nos últimos meses, o coronel comandou ações de repressão violentas da Brigada em uma manifestação de professores no Centro Administrativo do Estado, na ocupação da fazenda da Stora Enso, em Rosário do Sul, na destruição de um acampamento de sem-terra em São Gabriel, entre outras ações. Defensor da pena de morte, o coronel Mendes é autor da frase: “Não tem jeito, tem que ir pro paredão”.

Em 2007, Mendes defendeu que a população deveria reagir a assaltos, contrariando a orientação da polícia para situações deste tipo. No mesmo ano, durante um debate televisivo, abordou-se o caso de um pedreiro morto pela polícia em Gravataí. Segundo a família, ele foi confundido com um assaltante e acabou morrendo em razão de surra que levou após ser preso. O comentário do coronel: “Às vezes, se preocupam com uma eventual pessoa que a polícia tenha matado”.

A nomeação de Mendes para o comando da Brigada e o apoio irrestrito que a governadora dá às suas ações aprofunda o clima de tensão política no Estado. O secretário estadual de Segurança, José Francisco Malmann, teria recomendado a Yeda Crusius que não nomeasse o coronel Mendes. Se recomendou, não foi ouvido. O coronel comandou pessoalmente a repressão aos manifestantes.

Várias manifestações de protesto contra a corrupção no governo Yeda Crusius estão marcadas para os próximos dias. A julgar pelo que se viu nesta quarta-feira, a Brigada Militar não parece muito preocupada em respeitar os direitos constitucionais de ir-e-vir e de livre manifestação. Sindicatos e movimentos sociais preparam um grande protesto para o próximo dia 19, em frente ao Palácio Piratini. O Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS/Sindicato) divulgou nota oficial exigindo a saída da governadora e o aprofundamento das investigações sobre o esquema de fraude no Detran e em outros órgãos públicos do Estado.

RS vive estado de sítio, denuncia CUT

A direção estadual da Central Única dos Trabalhadores divulgou nota na tarde desta quarta-feira (11) para condenar a atitude do governo Yeda Crusius, sob o comando do coronel Paulo Mendes, de repressão violenta à manifestação dos movimentos sociais. A entidade protesta contra o Estado "anti-democrático que se instalou no Palácio Piratini", afirma que o coronel Mandes exibe os 17 feridos na operação como troféus e adverte que a mobilização em defesa da liberdade e a luta contra a corrupção será ampliada. A nota denuncia que o Rio Grande do Sul está vivendo um estado de sítio:

”Em mais uma atitude repressiva do governo do Estado, os movimentos sociais são impedidos de manifestar a sua opinião. Em uma caminhada pacífica dos trabalhadores e trabalhadoras, a Brigada Militar, sob comando do Cel. Mendes, agiu de forma truculenta, autoritária e arbitrária.

Para o Cel. Mendes, as 17 pessoas feridas - algumas com graves ferimentos -, e presas são um troféu. A CUT e os movimentos sociais expressam uma profunda indignação com este Estado de repressão e anti-democrático que se instalou no Palácio Piratini. Talvez não tenhamos visto cenas como as promovidas hoje pelo Cel. Mendes nem na ditadura, que todos nós tanto lutamos para derrubar. Nós, da Central Única dos Trabalhadores e dos movimentos sociais deste Estado, defensores que somos de um Estado democrático e da liberdade dos cidadãos, não ficaremos somente na denúncia pública, mas ampliaremos a mobilização na defesa da democracia e da liberdade e, mais do que isso, lutaremos contra este governo corrupto que se instalou no RS”.

Da Carta Maior (www.cartamaior.com.br)

sexta-feira, 6 de junho de 2008

PROVOCAÇÃO OU SÓ FALTA DE RESPEITO - ENCINO? ENCINA?

Caderno com dicas para professores traz "ensino" com "c"!

Estado afirma considerar a falha "menor" porque os alunos não têm acesso ao livro; erro foi de digitação, diz governo"Eles entregam material sem nenhuma revisão", afirma presidente da Apeoesp; professores foram alertados sobre erro, diz gestão Serra.

Tratado como a bússola para uma educação de qualidade para São Paulo, o caderno distribuído pelo governo José Serra (PSDB) para ensinar os professores a dar aula traz um erro de português que causa arrepios nos educadores. Ensino é escrito com "c" de cebola: "encino".O erro está na página 11 do "Caderno do Professor" do segundo bimestre, entregue no mês passado aos professores de inglês das 8ª séries do ensino fundamental. Está lá: "Estratégias de encino", sobre táticas para trabalhar o tema "inventores famosos e suas invenções"."Meu Deus!", foi a reação do presidente da Apeoesp (sindicato dos professores estaduais), Carlos Ramiro. "Eles entregam o material sem nenhuma revisão", diz ele, crítico contumaz do uso dos cadernos.

A Secretaria de Estado da Educação informou que o "encino" foi um erro de digitação que escapou dos revisores.Diz considerar uma falha menor porque, no mesmo livro, a palavra "ensino" foi escrita várias vezes da forma correta, e os alunos não têm acesso ao material -só os docentes. "A secretaria identificou pelo menos mais 350 palavras "ensino" escritas da forma correta em todos os [76] guias. Somente neste livro ("Inglês -8ª Série'), a palavra "ensino" é escrita quatro vezes corretamente."A pasta disse que não recolherá o material, embora os professores tenham sido alertados sobre o erro. A pasta não disse quantos livros distribuiu.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0606200820.htm
Educação tucana é assim. Como diz o Arthur Virgílio 3%: "O PSDB nos orgulhece" Que vexame!

Por Jussara Seixas

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Corrupção Tucana

Primeira mulher a governar o Rio Grande do Sul, a tucana Yeda Crusius tem conduzido seu mandato por um campo repleto de embates fiscais e políticos e denúncias de corrupção e desvios de dinheiro público.O episódio mais recente teve início em novembro do ano passado, quando a PF deflagrou a Operação Rodin, desmantelando um suposto esquema de fraude que teria desviado R$ 44 milhões do Detran. Aliados de Yeda foram presos, entre eles o então presidente do órgão, Flávio Vaz Netto, e o tucano Lair Ferst, apontado como o chefe da quadrilha tucana

Ferst já integrou a Executiva Estadual do PSDB. O escândalo se desdobrou em uma CPI na Assembléia Legislativa. Ao depor, o deputado federal Enio Bacci (PDT), ex-secretário da Segurança, afirmou que avisara a governadora sobre irregularidades no Detran -o que foi negado pelo Palácio do Piratini.O caso do Detran também atingiu em cheio um dos auxiliares mais próximos de Yeda, o secretário de Planejamento e Gestão, Ariosto Culau, que pediu demissão após ser filmado em um encontro com Ferst.

Yeda venceu a eleição de 2006 prometendo, segundo ela, sanear um Estado à beira da bancarrota. Mas, o que se viu é o roubo no cofre publico. O déficit fiscal fechou 2007 em R$ 1,2 bilhão, e a projeção deste ano é de R$ 600 milhões.A estratégia da governadora para reduzir a crise financeira se baseou em um pacote fiscal que previa aumento do ICMS. Fracassou duas vezes. A primeira foi em 2006, quando pediu ao antecessor, Germano Rigotto (PMDB), que enviasse o projeto de lei à Assembléia. Houve resistência. A segunda tentativa foi em novembro. O pacote foi rejeitado por 34 a 0.

O terceiro vértice do triângulo de problemas de Yeda é o vice-governador Paulo Afonso Feijó (DEM). A relação entre os dois, que sofreu durante a campanha, azedou de vez quando Yeda articulou o pacote fiscal com Rigotto. O vice foi à Assembléia criticar a proposta.

Na terça, Feijó denunciou um esquema de contratações sem licitação e desvio no Banrisul. O presidente da estatal, Flávio Lemos, negou as acusações e chamou o vice de "irresponsável". Yeda, jura que está tudo bem no RS, e diz a jornalistas que não vai se pronunciar. Bem coisa de tucano

Por: Helena™

terça-feira, 6 de maio de 2008

OPOSIÇÃO ESFACELADA

Em 2005 a oposição estava se achando o máximo, estava se achando a última pelanca do cirurgião plástico. CPIs, denuncia do suposto mensalão, que na verdade nunca passou de caixa 2. Ameaças de surras, ofensas, calunias, factóides, não faltaram. Se uniram com a mídia em uma cruzada para derrubar o presidente Lula. Diziam que iriam fazer o presidente Lula sangrar até 2006, que iriam acabar com essa raça.

Em 2006 os abutres estavam crentes que levariam a presidência, usaram até os mortos do acidente da GOL para esse propósito. Contavam que com a exposição das CPIs, com os holofotes da mídia, eles tinham feito sucesso, tinham desgastado o governo e o presidente Lula e que Alckmin estava eleito. Fizeram uma campanha de baixíssimo nível, a ordem dada pelos abutres mor, FHC, Bornhausen, Arthur Virgílio, Agripino Maia, era bater, bater, e bater.

O final dessa nefasta tática da oposição é de conhecimento mundial. O presidente Lula se reelege, em segunda votação histórica, o Alckmin conseguiu a façanha de ter menos votos do 2º turno do que no primeiro, Arthur Virgílio um dos abutres mor teve 5% de votos no seu estado Amazonas, aonde o presidente Lula teve mais 80% dos votos. Hoje 2008, o presidente Lula tem 70% de aprovação pessoal, e 58% acha o governo Lula ótimo.

Os abutres estão sangrando, eles estão esfacelados.Diante do imenso sucesso do governo Lula, os abutres estão sem rumo, sem discurso, e com tanta gana pelo poder que estão se auto destruindo. O PSDB não está rachado, está fragmentado, mais um pouco vira pó. O que se viu ontem em SP, no diretório do PSDB, para a escolha do candidato a prefeitura de SP, mostra a magnitude do fragmento da oposição. O DEM eterno rabo do PSDB, e o PMDB do Quércia, foram humilhados pelo PSDB, o vereador do PSDB, Tião Farias disse:" aliança com o DEM e com o Quércia não dá". Gilberto Natalini, vereador do PSDB, defendeu na reunião a desistência de Alckmin em prol da reeleição de Kassab. Parte do PSDB quer Kassab, e parte quer Alckmin, isso tudo de olho grande nas eleição para presidente em 2010.Alckmin em 2006 passou uma rasteira no Serra e saiu candidato, contrariando a maioria do PSDB. Serra em 2008 passa uma rasteira no Alckmin e apóia Kassab do DEM,com aval de Quércia do PMDB, já pensando em 2010.Tudo regado a muita baixaria, palavras de baixo calão, xingamento, ofensas.

Eles querem ser prefeitos, para fazer de SP trampolim para o governo do estado e para a presidência. Do mesmo modo que fez Serra, mentindo, enganando. Programa de governo, programa partidário, ideologia, eles não tem, são incompetentes. Eles não tem o que mostrar de bom que tenham feito pelo país, pelas pessoas, para as pessoas. Ninguém esquece os malditos 08 anos de FHC. A oposição está esfacelada, e vai sangrar muito mais até 2010.

Por Jussara Seixas

sexta-feira, 2 de maio de 2008

A casa também caiu - RS: Delegado diz que lobista deu dinheiro para Yeda - PSDB- comprar casa

A madrugada da sexta-feira (25) foi marcada por dois acontecimentos explosivos envolvendo as investigações sobre a ação de uma quadrilha no Detran gaúcho. O delegado de polícia Luiz Fernando Tubino afirmou, na CPI do Detran, que tem informações da Operação Rodin dando conta que o lobista tucano Lair Ferst (um dos principais acusados de pertencer à quadrilha) pagou R$ 400 mil da casa comprada pela governadora Yeda Crusius - PSDB, no final de 2006, logo após o segundo turno da campanha eleitoral. Segundo Tubino, a casa foi comprada do consultor Eduardo Laranja da Fonseca, dono da Self Engenharia, empresa que seria uma das maiores devedoras do Banrisul.

Ainda conforme Tubino, a casa em estilo inglês de aproximadamente 700 metros quadrados e com quatro pisos chegou a ser anunciada para venda em jornais por R$ 1,5 milhão. Garantindo ter informações relativas às investigações da Operação Rodin, os R$ 400 mil seriam sobras da campanha eleitoral de Yeda, em 2006. O delegado fez uma série de outras denúncias que, segundo ele, já foram encaminhadas ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público Especial do Tribunal de Contas.

Yeda Crusius - PSDB, negou que haja qualquer irregularidade na compra da casa e que as acusações fazem parte do jogo político da CPI. Ela ameaçou processar o presidente da comissão, deputado Fabiano Pereira (PT), por este ter se mostrado insatisfeito com as explicações de Yeda sobre a compra da casa. O depoimento do delegado Tubino agregou informações que exigirão novas explicações da governadora.

As duas torres gêmeas da política gaúcha

Segundo ele, há duas torres gêmeas que precisam ser derrubadas na política gaúcha. "O Banrisul e o Detran são duas torres que precisam ser investigadas e derrubadas. Isso vai mudar para melhor a vida política do Rio Grande do Sul", garantiu. Tubino disse que o Ministério Público já tem informações importantes relacionadas às denúncias feitas pelo vice-governador Paulo Feijó (DEM) sobre irregularidades no Banrisul.

Crime organizado


Um dos coordenadores da campanha tucana nas eleições de 2006, o empresário e lobista Lair Ferst é um dos principais nomes citados no inquérito da Polícia Federal sobre as fraudes no Detran. "Quadrilha criminosa. Crime organizado. Corrupção de agentes públicos com metas empresariais". Essas foram algumas das expressões utilizadas pelo superintendente da Polícia Federal, Ildo Gasparetto, para descrever os crimes praticados no órgão.

Ferst trabalhou na coordenação da campanha (na área financeira), ou como definiu a governadora no ano passado, "estava ali dando uma mão". Ex-coordenador da bancada do PSDB na Assembléia, Ferst chegou a ser cogitado para ocupar uma secretaria no governo estadual. Até aqui, Yeda e o PSDB não esclareceram qual era mesmo o papel de Lair Ferst na campanha eleitoral.

Propina e indícios de caixa-dois

A investigação realizada pela Polícia Federal na Operação Rodin teve como foco principal averiguar as irregularidades ocorridas no âmbito das relações contratuais entabuladas entre a Fatec e, posteriormente, a Fundae - ambas fundações de apoio à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) - e o Detran, para fins de prestação de serviços relacionados aos exames práticos e teóricos de direção veicular no Estado do Rio Grande do Sul.

Segundo a Justiça Federal de Santa Maria, "ocorreu um ajuste prévio, no qual pessoas com grande influência política (lobistas) conseguiram obter junto a órgãos públicos, para as Fundações de Apoio, contratos para prestação de determinados serviços. Contratadas, sem licitação, as Fundações subcontrataram empresas e pessoas para realização dos serviços, superfaturados, de forma a beneficiar, primeiramente, os próprios lobistas, e, ainda, também os dirigentes do órgão contratador e das fundações". O superfaturamento era usado para pagamento de propinas e, suspeita-se, para formação de caixa-dois para campanhas eleitorais.

Um chopp inusitado


O segundo acontecimento foi o encontro inusitado do secretário de Planejamento do governo Yeda, Ariosto Culau, com Lair Ferst, ontem à noite, no Shopping Total. Os dois foram flagrados por repórteres do jornal Zero Hora "tomando um chopp e comendo um peixe", como disse Culau. "É um momento difícil. Lair, quero dizer que sou teu amigo e isso significa que quero te apoiar pessoalmente neste momento pessoalmente", disse o secretário a Lair, segundo relato da jornalista Marciele Brum.

Algumas horas antes, Culau havia participado de uma coletiva com a governadora Yeda Crusius - PSDB, para anunciar as decisões da "força-tarefa" que ele coordenou para "estudar melhorias na gestão do Detran". "O governo está adotando todas as medidas para garantir a continuidades dos serviços", declarou o secretário que, horas depois, iria beber um choppinho com um dos acusados de chefiar a quadrilha que atuava no órgão.

O encontro do secretário do Planejamento do governo com Ferst repercutiu imediatamente na CPI do Detran que, às duas e meia da madrugada, seguia ouvindo o depoimento do delegado Tubino. O presidente da CPI, deputado Fabiano Pereira (PT), considerou um escárnio o encontro do responsável pela força-tarefa para recuperar o Detran com um dos principais acusados de liderar a quadrilha que lesou os cofres públicos em mais de R$ 40 milhões (conforme as estimativas iniciais da Polícia Federal e da Justiça Federal). A deputada Stela Farias (PT) defendeu a convocação de Culau para depor na CPI. A noite começou ruim e terminou péssima para o governo tucano no RS.

Por Marco Aurélio Weissheimer/Agência Carta Maior

terça-feira, 29 de abril de 2008

Gaúcho endividado: Yeda quer US$ 1 BI do Bird

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, do PSDB, pediu ontem ao presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, que reveja decisão tomada pelo ministro da Corte, Joaquim Barbosa, que negou medida cautelar, impedindo o estado de tomar empréstimo de US$ 1 bilhão ao Banco Mundial (Bird), sem prévia autorização da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) do Ministério da Fazenda.

O estado teve a permissão negada pela secretaria porque o Poder Judiciário estadual e o Ministério Público gaúcho não teriam conseguido se adequar aos limites definidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), quanto aos gastos com pessoal. Yeda Crusius alega que a verba se destinaria ao "estabelecimento de um novo ciclo de desenvolvimento" para seu estado. Em 27 de março deste ano, Yeda, embarcou para uma viagem ao Estados Unidos e Canadá. Segundo seu vice Paulo Feijó, Yeda, estava viajando para pedir empréstimo de 1 bilhão de dólares para o Rio Grande do Sul.

Secretário que tomou chope com empresário caiu

O secretário de Planejamento e Gestão do Rio Grande do Sul, Ariosto Culau, pediu demissão, ontem, após ser fotografo pelo jornal Zero Hora tomando chope com o empresário Lair Ferst, indiciado pela Polícia Federal na Operação Rodin, que investiga fraude de R$ 44 milhões contra os cofres públicos gaúchos.

O encontro ocorreu na noite de quinta-feira, num shopping de Porto Alegre, algumas horas depois de Culau ter participado, ao lado da governadora Yeda Crusius (PSDB), do anúncio de que o Executivo ia romper o contrato com a Fundae, uma fundação suspeita de envolvimento na fraude contra o Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Por volta das 19h de domingo, Culau entregou à Yeda uma carta de renúncia. A demissão ocorreu às 22h. A Operação Rodin foi desencadeada pela PF em novembro de 2006, com a prisão de Ferst e de outros 11 suspeitos de envolvimento na fraude contra o Detran. Membro do PSDB, Ferst está ligado ao esquema. Ao todo, 39 pessoas foram indiciadas.

Por: Helena™

sexta-feira, 25 de abril de 2008

R$ 400 mil de Caixa 2 foram para mansão de Yeda, afirma testemunha.

Em depoimento à CPI gaúcha do DETRAN que se estendeu até esta madrugada do dia 25, o delegado de polícia Luiz Fernando Tubino afirmou ter informações da Operação Rodin de que Lair Ferst (o principal envolvido no escândalo e coordenador da campanha tucana de Yeda em 2006) usou R$ 400 mil de sobra de campanha de 2006 na compra da mansão da governadora tucana Yeda Crusius.

Sobra de campanha, quando feito de forma legal sempre é devolvido para a tesouraria do partido.

Então é caso de caixa 2, vindo de financiamento de campanha, desviado para o enriquecimento ilícito da candidata. Ou seja, passa a ser caso de polícia.

O delegado Tubino afirmou à CPI que as denúncias já estão aos cuidados do Ministério Público Federal.

Yeda está tão queimada nesta história, que até o jornal do PIG gaúcho Zero Hora já a desenganou e não está conseguindo abafar mais o escândalo.

Por: Zé Augusto

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Arriba Paraguai - Fernando Lugo vence eleições no Paraguai com 40,8% dos votos

Fernando Lugo foi oficialmente declarado vencedor das eleições paraguaias deste domingo, com 40,8% dos votos, contra 30,8% para a candidata do governo, Blanca Ovelar, informou o Tribunal Eleitoral do país.

O general reformado Lino Oviedo ficou na terceira posição, com 22%, informou o vice-presidente do Tribunal Eleitoral, Juan Manuel Morales, após a apuração de 92% das urnas.

O índice de participação foi de 65% dos quase 2,9 milhões de paraguaios aptos a votar, destacou Morales.

Antes mesmo do resultado final ser anunciado, Blanca Ovelar, candidata presidencial do Partido Colorado do Paraguai, no poder há 61 anos, reconheceu sua derrota perante Lugo.

"Assim como estão avançando as projeções do resultado é irreversível e reconhecemos o triunfo de Fernando Lugo", disse Ovelar aos jornalistas na sede de sua organização quando ainda cerca de 80% das mesas eleitorais estavam apuradas.

Oviedo também reconheceu publicamente o triunfo de Lugo e assegurou que o apoiará se responder aos interesses do povo.

Perfil

Lugo nasceu em 30 de maio de 1951, em San Solano, no distrito de San Pedro del Paraná, Departamento (Estado) de Itapúa, a 400 quilômetros ao sul de Assunção.

Filho de Guillermo Lugo e Maximina Mendez Fleitas, teve parte de sua família vítima da repressão durante a ditadura de Alfredo Stroessner, que durou de 1954 a 1989.

Em março de 1970, ingressou no Noviciado dos Missionários do Verbo Divino. Em setembro de 1972, professou seus votos na congregação missionária, em Assunção. Três anos depois, fez votos perpétuos.

Paralelamente, formou-se em Ciência Religiosa na Universidad Católica Nuestra Señora de la Asunción, na capital paraguaia.

Ordenou-se sacerdote em 15 de agosto de 1977 e, posteriormente, seguiu para o Equador para trabalhar como missionário na diocese da província de Bolívar, onde foi professor e pároco das localidades de Guaranda e Echeandía.

No Equador, trabalhou com o monsenhor Leonidas Proaño, um dos expoentes dessa corrente religiosa, que tem ainda como um de seus líderes o brasileiro Leonardo Boff. Proaño era conhecido na região como "o bispo dos pobres".

Em meados de 1982, retornou ao Paraguai, e no ano seguinte viajou para Roma para realizar estudos de espiritualidade e sociologia, graduando-se em Doutrina Social da Igreja na Pontifícia Universidade Gregoriana.

Foi membro da Comissão Doutrinal da Conferência Episcopal Paraguaia e da equipe de Reflexão Teológica do Celam (Conselho Episcopal Latino-americano).

Foi ordenado bispo em 1994. No final do mesmo ano, passou a ser bispo emérito, e em menos de um ano surgiu como uma figura política por suas críticas ao governo do presidente Nicanor Duarte.

Em março de 2006, Lugo liderou o movimento Resistência Cidadã, que reunia os principais partidos políticos da oposição, cinco centrais sindicais e mais de cem associações e movimentos civis.

No mesmo mês tornou-se o principal orador de uma manifestação convocada pela Resistência Cidadã que reuniu mais de 30 mil pessoas em frente à sede do Congresso, em protesto contra o Governo.

No final de 2007, Lugo oficializou sua candidatura presidencial para as eleições deste domingo, encabeçando a lista da Aliança Patriótica para a Mudança.

PT Org

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Extra, Extra - Área na Bacia de Santos pode ter até 5 vezes o volume de Tupi

"Se isso for confirmado, será a maior descoberta já feita no mundo", disse o diretor em apresentação no IV Seminário de Petróleo e Gás no Brasil, promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O campo "poderá se transformar no terceiro maior de produção de petróleo no mundo."

Em sua apresentação, Lima identificou a área de "Pão de Açúcar" como sendo localizada apenas no bloco BM-S-9. A operadora desse bloco é a Petrobras com 45% de participação, em parceria com a BG (30%); e a Repsol (25%).

Os primeiros indícios de hidrocarbonetos localizados nessa área foram informados à ANP em agosto do ano passado, mas sem a revelação do volume identificado no local.

No momento, uma nova sonda está perfurando novamente a área, que também é conhecida como "Carioca". Porém, segundo analistas de mercado, a acumulação de "Pão de Açúcar/Carioca" se estenderia também pelos blocos BM-S-8, BM-S-21, e BM-S-22. Destes, apenas o último não é operado pela Petrobras, e sim pela Exxon.

Por Justo - olhoseternos

quarta-feira, 2 de abril de 2008

quinta-feira, 27 de março de 2008

A mídia como arma de guerra

Se alguma dúvida existia, para muitos de nós, do papel da mídia no jogo internacional do poder, na estratégia adotada pelo capitalismo neoliberal em manter suas conquistas a qualquer preço e subjugar aqueles que não lêem na sua cartilha, essa dúvida deixa de existir quando se analisa friamente os últimos acontecimentos desta semana na fronteira entre o Equador e a Colômbia.

Um país conturbado há sessenta anos por uma luta político-militar interna, onde mais de 20 mil insurgentes em armas, FARC e ELN, disputam o poder com os sucessivos governos eleitos pela oligarquia.

A Colômbia viu, em poucas horas, cair por terra a máscara de país democrático e legalista. E como sua política é determinada fora de suas fronteiras ou, provavelmente, em algumas embaixadas de Bogotá, deixou a nu a estratégia adotada por todos aqueles que não querem a paz interna no país. Ou, pior ainda, que precisam conflagrar a região, ampliar o conflito, com propósitos diversionistas, desviando a atenção para encobrir aquilo que interessa ao Departamento de Estado norte-americano.

Senão vejamos trecho de um relatório feito ao presidente Bush em 30 de julho de 2001 pelo National Energy Police Report e publicado pelo jornal The Nation: “os EUA necessitam garantir para os próximos anos o fornecimento seguro, estável e barato do petróleo”. O relatório avalia que três regiões no mundo têm que ser consideradas nessa perspectiva: o Golfo Pérsico, a Ásia Central e o Arco Amazônico andino, leia-se Venezuela, Colômbia e Equador. Há, contudo, um significativo parágrafo na recomendação a Bush: “Caso não se consiga o petróleo por meios diplomáticos, devemos introduzir na matéria o nosso aparato militar”.Golfo Pérsico, Irã e Iraque; Ásia Central, Afeganistão. Aqui, como se sabe, falharam os “meios diplomáticos”.

O Arco Amazônico andino,contudo, está localizado no “quintal”, o que não deveria causar maiores embaraços, mas surgiram aqui dois empecilhos: o primeiro, Hugo Chávez, e mais recentemente Rafael Correa. O tradicional golpe de estado foi tentado contra Chávez em 2002, mas também não deu certo.Idéias de soberania, independência, mercados comuns e construção de alternativas energéticas vão ganhando força entre países como Argentina, Brasil, Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua, Cuba. Cria-se a Telesur, a ALBA (Alternativa Bolivariana para as Américas) em oposição à falecida ALCA, o Banco do Sul, a Petrocaribe, onde países pobres caribenhos podem comprar petróleo da Venezuela a preço mais barato. Um pouco de solidariedade invade os números frios do comércio feito de trocas que só beneficia um dos lados, o mais rico. Preocupado com os conflitos militares no Iraque e no Afeganistão, com as ameaças ao Irã, com a manutenção de Israel como Estado polícia no Oriente Médio, os Estados Unidos da América perceberam que, a rigor, contam apenas com um governo totalmente submisso na América do Sul: a Colômbia.

E talvez já não contem, aqui no seu antigo quintal, só com os “meios diplomáticos” para conseguir o seu petróleo seguro e barato.

Como explicar para o mundo que a invasão do território do Equador pelas Forças Armadas da Colômbia, a que se pretendeu dar um caráter de surpresa, era uma ação preventiva de defesa do território colombiano? E apresentar rapidamente como prova alguns documentos “recuperados” do laptop de um líder guerrilheiro, onde se inferia que 300 milhões de dólares foram dados por Hugo Chávez às FARC, que os guerrilheiros iriam comprar 50 quilos de urânio, que Rafael Correa e Chávez tinham acordos secretos com as FARC, um vídeo onde um soldado, em plano muito fechado, conta dólares supostamente encontrados no acampamento guerrilheiro.

Afinal, tudo isso justificaria a ação em território equatoriano. E era preciso que o mundo repercutisse toda a montagem da farsa rapidamente. Rádio, televisão, jornais, internet deveriam espalhar o mais rapidamente possível para as principais capitais européias e para os países da América Latina, em particular, que a Colômbia agiu contra terroristas que até urânio já queriam comprar... (Alguém aí se lembra das armas de destruição em massa de Sadam Hussein?).

A mídia foi acionada como arma de guerra, como tem sido usual nos últimos tempos. E com tal violência e precisão que confunde a cabeça de muitos de nós... e chegamos a duvidar das nossas próprias convicções.Mas em dúvida, sempre podemos nos perguntar:
De onde partiram os aviões e helicópteros que participaram da invasão do território equatoriano e que, pela posição dos disparos, vieram do próprio território do Equador? Seriam da base norte-americana de Manta, cujo contrato não será renovado por Rafael Correa no final de 2008?

Quem dispõe de sofisticada tecnologia de satélites para identificar eventuais telefonemas dados pelo líder guerrilheiro Raul Reyes?

O que foi fazer em Bogotá, dois dias antes do bombardeio ao acampamento guerrilheiro,
o contra-almirante Joseph Nimmich, comandante da Força Tarefa do Sul dos EUA?

Onde estaria localizado o laboratório das FARC para enriquecimento de urânio nas selvas colombianas?
Os 300 milhões de dólares que Chávez entregou às FARC teriam sido em cheque ou escondidos em caixas de uísque?

Por quê a imprensa não deu o devido destaque à declaração de um dos últimos reféns soltos pelas FARC, em fevereiro, de que Ingrid Bettencourt, uma vez libertada, se candidataria à presidência da Colômbia?

Teriam Uribe e o Departamento de Estado norte-americano interesse na libertação de Ingrid Bettencourt?

É preciso ter paciência diante de tanta mentira e farsa. Recomenda-se a leitura do livro O Senhor das Sombras, de Joseph Contreras, sobre Álvaro Uribe.

Izaias Almada é autor, entre outros, do livro "Venezuela Povo e Forças Armadas", Editora Caros Amigos.

Fonte: Caros Amigos

segunda-feira, 17 de março de 2008

Cabelo, cabeleira, cabeluda... descabelada

CEm breve, nossa - por assim dizer - governadora ficará uma gata! Ou melhor, uma cachorra.

Ou melhor... Deixa pra lá! De acordo com sua recente declaração, ela ficará assim, como sua nova musa inspiradora:

Era tudo o que precisávamos. Uma governadora que corta o cabelo em pet shop.

Por Kayser

sábado, 8 de março de 2008

FELIZ DIA DAS MULHERES ?!? - JORNALISTAS DENUNCIAM REPRESSÃO DA BRIGADA

Manifestante ferida pela polícia em Rosário do Sul durante ação de desocupação da fazenda Tarumã.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul divulgou nota oficial denunciando o cerceamento ao direito de informação por parte da Brigada Militar, por ocasião dos episódios envolvendo a ação da Via Campesina em uma fazenda da Stora Enso, em Rosário do Sul. A nota afirma:

"Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul denuncia o impedimento, por parte da Brigada Militar, do exercício profissional de jornalistas na cobertura da ocupação, pelas mulheres da Via Campesina, da Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul. Repórteres fotográficos e cinematográficos foram impedidos de registrar a agressão sofrida por mulheres e crianças que estavam na manifestação, inclusive tendo equipamentos profissionais apreendidos. Outra jornalista foi retirada do local pelos policiais .

Vivemos em uma sociedade democrática de direito e não vamos aceitar as velhas práticas do período da ditadura militar. O Código de Ética dos Jornalistas, em seu artigo 2º, inciso V, aponta que "a obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação, a aplicação de censura e a indução à auto-censura são delitos contra a sociedade". O mesmo Código também identifica, no artigo 6º, ser "dever do profissional opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão".

A Secretaria de Segurança do Estado deve explicações sobre esse fato não só aos jornalistas agredidos no seu direito de trabalhar, mas a toda a sociedade, que foi impedida de ser livremente informada. As constantes denúncias que chegam ao Sindicato revelam que ameaças aos jornalistas têm sido prática constante por parte da Brigada Militar.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS está atento a esse tipo de comportamento e levará o caso à Federação de Periodistas da América Latina e Caribe que, já em sua Carta de Lima, Peru, de dezembro de 2007, exigia dos governos assumir a responsabilidade de garantir a todos os jornalistas o direito à vida, ao trabalho digno, à liberdade de expressão e o direito cidadão à informação".

Por Marco Weissheimer

sábado, 1 de março de 2008

Escola pública estadual: sucateamento, omissão, crime

Sábado à tarde. Fui fazer um concurso público no Colégio Estadual Ignácio Montanha, na Avenida João Pessoa, atrás do Hospital Ernesto Dornelles. Entrando na escola, me dirigi direto ao banheiro. Deparei-me com um cenário triste. Sujeira, falta do assento da privada, banheiros sem porta, pias quebradas. Papel higiênico e sabonete eram artigo de luxo considerando aquela realidade. Na escola inteira, paredes pixadas com o reboco caindo. Cheguei a me indagar se realmente haveria aula ali. Quando entrei na sala e vi cartazes sobre meio-ambiente confeccionados pelos alunos, é que confirmei e testemunhei o que o Cepers Sindicato e alguns jornalistas vêm denunciando já algum tempo: o sucateamento do ensino público.

Estudei em escola particular minha vida inteira. No Colégio Rosário. Onde banheiros são impecavelmente limpos e professores que faltam são rapidamente trocados pelo professor substituto. Tive alguns amigos do colégio público e freqüentei algumas dessas escolas como visitante. Nunca havia visto um cenário como aquele do Colégio Inácio Montanha. Sempre houve um abismo entre a escola pública e a particular, mas o que este Governo está promovendo é um desmonte da rede pública estadual. Isso é omissão. Isso é crime. É impossível adquirir conhecimento de maneira saudável, utilizando um banheiro imundo e quebrado, e pior, tendo o teto caindo na cabeça.

A precariedade da estrutura física das escolas se une a falta de respeito com que é tratada uma das profissões mais importantes: o professor, maltrado ano a ano pelos consecutivos governos. Que futuro terá crianças que não tem professores em sala de aula? Que não conseguem chegar na escola por falta de transporte? Que tem fome na hora do lanche porque a licitação da merenda foi fraudulenta? Que futuro?

By Aline Leão

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Acesso à internet cresce 50% em um ano

O Brasil teve em janeiro um crescimento de 50% no número de internautas residenciais ativos em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando 21,1 milhões, segundo a Ibope/NetRatings.

"Desde 2004 a gente não registrava um crescimento percentual tão grande. Nos últimos meses, desde setembro, estamos vendo crescimentos consideráveis, acima dos 45%", disse o analista de mídia da empresa José Calazans. Apesar de evitar fazer projeções para a evolução do mercado durante o ano, Calazans diz que "não há por que haver uma diminuição no crescimento neste momento. O Brasil ainda tem um espaço muito grande para crescer". Segundo ele, a classe C, formada por pessoas que estão comprando seu primeiro computador, é a que vem tendo o maior crescimento.

O ganho de 7,1 milhões de internautas residenciais ativos -que navegaram em casa pelo menos uma vez no mês- representa o maior crescimento entre os dez países medidos com a mesma metodologia.

Quem mais se aproximou do crescimento brasileiro foram os Estados Unidos, com ganho de 4 milhões, e a França, que ganhou 3,2 milhões de usuários ativos no mesmo período.
O Brasil continua liderando em tempo médio de navegação, com 23 horas e 12 minutos por pessoa no mês.

No total, o Brasil tem 39 milhões de pessoas com 16 anos ou mais com acesso à internet em casa, trabalho, escola e telecentros. Em 2006, o total era de 32,2 milhões, disse Calazans.

DA REUTERS

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Escândalo - CPI da Yeda


A base aliada da governadora Yeda Crusius (PSDB) conseguiu estender as investigações da CPI do Detran na Assembléia gaúcha até o governo Olívio Dutra (PT).Eles juram que assim,vão constranger o ex-governo Olivio, para que a CPI não apure o roubo da Yeda. Adilson Troca (PSDB), líder do governo Yeda Crusius na Assembléia Legislativa, foi eleito para o cargo de relator da CPI do Detran. Como não poderia deixar de ser, durante a instalação da comissão no gabinete da presidência da Casa, a escolha do deputado foi marcada pela contrariedade da oposição.O tucano, está comprometido com o governo, não tem autonomia para fazer o relatório das investigações sobre a fraude de R$ 40 milhões no Detran (Departamento Estadual de Trânsito).

Para quem não sabe, uma ação da Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal, a Receita Federal e o Tribunal de Contas da União, prendeu 12 pessoas no Rio Grande do Sul e expôs um esquema de fraude no setor do trânsito, envolvendo figuras importantes do governo estadual, entre elas, um dos coordenadores da campanha de Yeda Crusius (PSDB) na campanha eleitoral de 2006.

Na Operação Rodin, desencadeada pela Polícia Federal, foram presos, entre outros, o diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito do RS (Detran), Flavio Vaz Netto, o ex-diretor-presidente do órgão e atual diretor financeiro do Trensurb, Carlos Ubiratan dos Santos (ambos integrantes do Diretório Estadual do PP), o empresário Lair Antonio Ferst (integrante do Diretório Estadual do PSDB e um dos coordenadores da campanha de Yeda Crusius), e o ex-diretor-geral da Assembléia Legislativa, Antonio Dorneu Maciel, integrante da executiva estadual do PP e atual diretor da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE).

By Helena™

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Petrobras anuncia início da produção em Marlim Leste

A Petrobras informou ontem que iniciou a produção no campo de Marlim Leste, na Bacia de Campos, por meio do navio-plataforma Seillean, com capacidade para produzir 20 mil barris de petróleo por dia. A embarcação será usada em um teste de longa duração que permitirá à estatal avaliar as condições dos reservatórios do campo.

Marlim Leste está localizado ao lado de Marlim, o maior campo brasileiro de petróleo e receberá, ainda este ano, duas novas plataformas. Marlim Leste já havia produzido em 2000, em outro teste de longa duração, por meio de um poço conectado à plataforma P-26, localizada em Marlim. O campo, porém, está inativo desde 2002. No segundo semestre, o projeto receberá as plataformas Cidade de Niterói e P-53, com capacidade para produzir, juntas, 280 mil barris de petróleo por dia.

Segundo nota divulgada pela Petrobras, os testes são necessários para garantir um melhor conhecimento do tipo de rocha encontrada na região.

Do Tribuna da Imprensa

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Imobiliária Tucana - Governador teoriza “entrega total” em SP


Serra diz que sua privatização não é igual a de FHC.

É apenas pior, por ser mais completa e mais hipócrita.

O governador Serra, que recentemente mandou avaliar o preço de todas as estatais paulistas, e depois disse que não era para privatizar, declarou que, como chefe da privatização no governo FH, “eu mesmo dizia que a privatização iria aliviar e liberar gastos públicos”. A privatização de Fernando Henrique foi um desastre em que 86,4% dos recursos arrecadados foram para benesses aos açambarcadores das estatais, 546 mil trabalhadores foram demitidos, e o patrimônio foi entregue por um vigésimo do valor. Serra, como prefeito, tentou privatizar até os postes, agora, mandou avaliar o preço das estatais só para saber e não para vender. Nisso reside a diferença entre a privatização de FH e a de Serra: esta é total, mais hipócrita, mais cínica.

Do Hora do povo

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Tucanos Mentirosos e Hipócritas: PSDB de São Paulo Joga Fora Dinheiro do Povo

Sera dobra verba de publicidade de olho nas eleições.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), reservou para a área de publicidade neste ano mais que o dobro dos recursos gastos em 2007. São R$ 151 milhões previstos no Orçamento para 2008 para dar visibilidade às ações do governo tucano, ante os R$ 72 milhões comprometidos no ano passado.

Ou seja, um aumento de 110%, índice bastante superior ao crescimento total do Orçamento, que foi de 14%. A receita de São Paulo está estimada em R$ 96,8 bilhões para 2008.

Os recursos para publicidade ainda podem aumentar, com a liberação de verbas extras ao longo do ano. Em 2007, o orçamento inicial para propaganda era de R$ 48,5 milhões. Depois das suplementações, o governo paulista fechou o ano com uma despesa que superou a previsão em mais de R$ 20 milhões.

Saiba mais em:http://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=2&dia=16&mes=01&ano=2008&idnoticia=43741

Vejam só como os tucanos são extremamente hipócritas.

Vemos a todo instante na TV, no rádio e nos jornais, Arthur Virgílio, Tasso Jeirissati e outros abutres falarem que o Presidente Lula precisa cortar gastos e o governador de São Paulo José Serra(PSDB) aumenta o gasto com publicidade em 110% e ainda deixa a possibilidade deste valor aumentar ainda mais!

São 'somente' R$ 151 milhões que o tucano reservou para 'promover' seu (des) governo. Dinheiro que seria melhor aproveitado com o precário sistema de sáude do estado ou a combalida segurança que tanto atormenta a população paulista.

Estes abutres não tomam jeito mesmo. Pensam que o povo é burro. Tentam sempre justificar seus desmandos acusando o Presidente Lula para tentar confundir a opinião pública.

José Serra deveria era governar o estado ao invés de gastar o dinheiro do povo de São Paulo para se autopromover de olho nas eleições presidencias em 2010.

O indivíduo só pensa em seus projetos pessoais. Governar e cuidar do dinheiro do povo de forma responsável que é bom, nada.

Por Guina no Tribuna Petista

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

DEM sai em defesa de lucro dos bancos contra imposto

O DEM(ex-PFL) resolveu assumir o papel de defensor dos lucros dos bancos. O presidente do partido da velha direita, deputado Rodrigo Maia (RJ), ingressou nesta segunda-feira(7) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Na terça-feira(8), outra Adin questionará o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido(CSLL) dos bancos.

"O partido decidiu entrar com as duas ações no STF contra esse pacote que pegou a todos - pelo menos aqueles de boa fé e que acreditam nas instituições do país - de surpresa", disse Maia, filho do prefeito carioca, Cesar Maia, também do DEM. Ele acusou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, de agir "de forma cínica" e o governo de tratar o Legislativo "com pouco respeito".

"O que a sociedade espera é uma reação, um basta a esse desrespeito", afirmou Maia, que também atacou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), a quem acusou de ter "perdido completamente a credibilidade". Jucá comentara horas antes que "a oposição tem toda legitimidade de defender os lucros dos bancos".

O governo Lula optou pela maior taxação das operações financeiras e do lucro líquido dos bancos para cobrir parte do rombo gerado pela derrubada, no plenário do Senado, da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). O Executivo espera obter com elas R$ 10 bilhões em 2008; o restante do buraco orçamentário criado pelo fim da CPMF viria de cortes nos gastos e do aumento da arrecadação advindo do crescimento econômico.

No caso do IOF, segundo Rodrigo Maia, o DEM vai argumentar que haveria dupla cobrança do imposto e que foi desrespeitado o princípio constitucional da isonomia. Pelas medidas anunciadas pelo governo, a alíquota diária do IOF para pessoas físicas passou de 0,0041% para 0,0082% e criou-se um alíquota extra de 0,38%. Segundo Rodrigo Maia, o partido considera que há dupla cobrança para o contribuinte.

Além disso, na avaliação do partido, a medida provisória que aumentou a CSLL de 9% para 15% é inconstitucional porque não poderia valer este ano. O presidente do DEM afirmou que, apesar de o STF já ter analisado a questão em ações anteriores e dar ganho de causa ao governo, a nova composição da corte poderá favorecer a oposição. "A intenção é anular a decisão do governo em relação ao aumento da carga tributária", declarou Rodrigo Maia.

Do Oni Presente

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

A TRISTE "SINA" DOS TUCANOS: PRIVATIZAR


Para melhor compreender o processo iniciado pelos tucanos faz dez anos, e que culmina na intenção referida no título acima, começaremos com uma sintética recapitulação, para em seguida prosseguirmos.

Assim, lembremos que, dentro do quadro de coação exercida pelo governo federal sobre os Estados, estes se viram induzidos, desde a segunda metade da década de 1990, a "ajustar-se" de qualquer forma, contanto que mantivessem equilíbrio entre receita e despesa.

Nesse contexto, foi promulgada em 1996, na gestão Covas, a lei estadual nº 9.361, que instituía o Programa Estadual de Desestatização (PED), o qual obedecia a um parâmetro exclusivamente financeiro.
No caso paulista, tratava-se de cumprir um acordo de renegociação com o governo federal, a fim de apurar cerca de 4 bilhões de reais.

Não importava que, para alcançar esse alvo, se desfalcasse o patrimônio público, retirando-lhe uma empresa do porte da Companhia Energética de São Paulo, responsável substancial pela produção de energia no País, sem contar seu papel no fomento do sudeste brasileiro e a tecnologia criada no curso da implantação da hidrovia Tietê-Paraná.
Inicialmente, foi desmembrada a distribuição.

Em 1997 foi vendido o controle da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). Em 1998 foi a vez da Elektro e também da Eletropaulo. O caso da Comgás já estava sendo encaminhado.

Com essas "tarefas" realizadas, todo o empenho passou a se voltar, a partir de 1999, para a entrega da geração. A fim de que esse intuito fosse mais facilmente alcançado, a Cesp foi dividida em unidades de negócios. Não se levava em conta a especificidade das hidrelétricas brasileiras, que compõem um sistema interligado nacional; e, principalmente, foi concebida como serviço público, construído com enormes investimentos do Estado.

Dentro do esquema adotado, a Cesp foi subdividida e cindida, sendo criadas uma empresa de transmissão de energia elétrica e três empresas de geração. Ou seja, as hidrelétricas foram agrupadas em três blocos, referentes aos rios Paraná, Paranapanema e Tietê, respectivamente, que se pretendia "leiloar" logo.

Houve, porém, forte reação e mobilização. Além de liminares que levantavam questões referentes à usina Porto Primavera, o que impedia a publicação do edital venda.

Nessas condições, o governo estadual de São Paulo anunciava o adiamento do primeiro "leilão", o da Cesp-Paraná.
Postergava a operação, mas não desistia de quitar a questionável dívida com a União, através da entrega de um patrimônio público como o representado pela Cesp.

Apenas mudava de tática. Assim, decidiu "iniciar" a entrega pela Cesp-Paranapanema, a menor das três geradoras, seguindo-se a da Cesp-Tietê.

De fato, a Cesp-Paranapanema e a Cesp-Tietê foram vendidas ainda em 1999, a primeira à Duke Energy e a segunda à AES, num clima de veementes protestos, em leilões cheios de irregularidades, a começar pelos editais.
Ficou de fora a Cesp-Paraná, com suas importantes usinas de Ilha Solteira, Jupiá, Três Irmãos, Porto Primavera, Jaguari e Paraibuna - pelas razões que se seguem.

Com efeito, na ocasião em que a Cia. Energética de São Paulo era subdividida e cindida, a Cesp-Paraná foi escolhida para, como companhia-mãe, ficar com as dívidas das outras duas geradoras e continuar provisoriamente nas mãos do Estado. Daí o proclamado endividamento, usado como pretexto pelos adeptos da privatização.
Outros artifícios seriam ainda arquitetados para que a Cesp-Paraná, atual Cesp, fosse retirada do patrimônio público, como ameaça agora o governador Serra.

Nesse sentido, em 2005 se intensificava o foco sobre a Cesp remanescente. Alardeava-se o seu endividamento (artificial) e a necessidade de "saneá-la" para proceder à privatização!

A pretexto da busca de recursos, passou-se a cogitar preliminarmente a privatização da Cteep (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista) como forma de conseguir 1 bilhão de reais a serem injetados na Cesp.
Ocorria, porém, que o Programa Estadual de Desestatização de 1996 (PED) abrangia a geração e a distribuição, mas não a transmissão, cuja permanência sob controle estatal era considerada imprescindível.

Contudo, tão afoito estava o governo estadual em fazer caixa que, renunciando a essa cautela, fez aprovar na Assembléia Legislativa mensagem propondo a inclusão da Cteep no PED.

Os defensores do interesse nacional argumentavam apresentando como alternativa a montagem de uma holding unindo a Cteep com a Cesp, valiosa geradora de energia abundante e barata. Mas o governo estadual não desistia do seu intento e até já anunciava data para o leilão.

Tratava-se abertamente de vender patrimônio para fazer caixa.
Tudo indicava que haveria resistência, como de fato ocorreu. O leilão estava marcado para março de 2006, porém, atendendo a liminar impetrada pelo Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (Seesp) o Ministério Público chegou a suspender a privatização por tempo indeterminado.

Por fim, a venda da Transmissão Paulista acabou sendo transferida para junho.

O Ministério Público ainda procurou suspendê-la, apontando irregularidades desconsideradas pelos executores da privatização, não obstante terem se tornado objeto de inquérito. Contudo, o leilão se realizou assim mesmo, passando a Cteep para a colombiana Interconexión Eléctrica S.A. (ISA), que, com a aquisição, dobrava de tamanho.

Além de alienar a Cteep, o governo Alckmin executou uma ampla reestruturação financeira na Cesp. Ou seja, procedeu a uma capitalização que incluiu emissão de ações, injeção de recursos e venda de debêntures, com o objetivo de "preparar" a empresa para a entrega.

A Serra, seu sucessor, cabia a etapa final. E de fato, após um compasso de espera, ficou claro que a orientação do novo governo seria análoga à do anterior: fazer caixa vendendo empresas.

No dia 18 de abril de 2007, o Diário Oficial do Estado publicava o decreto nº 51.760, que transferia da Secretaria do Planejamento para a da Fazenda a atribuição de coordenar a avaliação, modelagem e execução da venda de ativos do Estado.

No dia 21 de agosto era aberta licitação para contratar a empresa encarregada de proceder ao levantamento das participações acionárias da administração nas estatais, a fim de definir seu valor de mercado e embasar a decisão de colocá-las á venda.

Na edição de 17 de setembro da Gazeta Mercantil, em matéria acerca de Serra intitulada Rumo a 2010, lia-se que a alienação da Cesp estava prevista para 2008.

Porém, logo se percebeu que o perigo que nos espreita é ainda mais abrangente. No dia 27 de setembro, o jornal Valor Econômico publicava extensa reportagem de Vanessa Adachi, intitulada "São Paulo avalia 18 estatais para reiniciar a privatização".

Simultaneamente o governador Serra enviava à Assembléia Legislativa o orçamento do Estado, que previa um salto substancial nos investimentos públicos para 2008.

Na sua edição de 1º de outubro, a Gazeta Mercantil elogiava: "Retomar o programa de privatização em São Paulo é apostar no futuro da economia".

Contudo, havia ainda quem tivesse dúvidas acerca do real intuito do governador. Era o caso de um colunista da Folha de S. Paulo (edição de 9 de outubro) que levava em conta a afirmação oficial do governo de que pretendia "apenas avaliar o patrimônio, registrado com valores ínfimos, defasados, e mostrar contas em ordem para tomar financiamentos".
Já as centrais dos trabalhadores, atentas à questão, promoviam um ato de protesto em frente à Secretaria de Estado da Fazenda, à qual, pelo decreto nº 51.760, cabia a atribuição de coordenar a avaliação, modelagem e execução da venda de ativos do Estado.

O governador negava que tivesse planos de privatizar a Sabesp, a Nossa Caixa e o Metrô. O secretário da Fazenda também insistia na afirmação de que estavam apenas desejando saber quanto "vale nosso patrimônio". Com os valores em mãos, o Estado teria mais facilidade para obter créditos internos e externos. Não descartava que, no futuro, o governo poderia optar por dividir ou separar ações de empresas ou "até vender parte delas", mas sempre mantendo o controle acionário...

Tais declarações eram postas em dúvida pelo "mercado", conforme se lê na cobertura feita pelo jornal Valor (edição de 10 de outubro) na qual se anuncia a escolha do Banco Fator para realizar a avaliação."Causa estranhamento entre executivos de bancos que o próprio governador José Serra negue tão veementemente a intenção de venda, ao mesmo tempo em que a licitação para contratar o levantamento está em curso, com detalhes publicados no Diário Oficial".

Também os trabalhadores apontavam a contradição entre a abertura de licitação para avaliar o preço das estatais paulistas e a afirmação (falsa) do governador de que não tinha intenção de vendê-las.

Na edição de 2 de novembro, o jornal O Estado de S. Paulo noticiava, com satisfação, que o governo havia contratado o Banco Citibank para efetuar a modelagem e execução da venda da participação acionária detida pelo Estado no capital da Cesp. E informava, complementarmente, que a iniciativa de vender a Cesp fazia parte de um pacote de privatizações em estudo no governo José Serra. O título eufórico da matéria era "Governo de SP contrata Citi para privatizar a Cesp".
A resistência prosseguia, conseguindo uma decisão da Justiça que suspendeu (por algum tempo) os efeitos dos contratos com os bancos Fator, encarregado da avaliação, e Citibank para executar as demais tarefas.

Superado esse obstáculo contraposto ao privatismo, a preparação da venda foi acelerada. E os disfarces foram sendo abandonados.

Na sua edição de 18 de dezembro, o Valor noticiava que o "mercado" aguardava a privatização da Cesp por volta de março de 2008. Lembrava ainda que o governo contratara o Banco Fator para avaliar as 18 estatais e o Citibank para definir o que poderia ser feito com elas, a começar pelas maiores da lista, o que incluía Nossa Caixa, Sabesp e talvez Metrô.
No dia 21 de dezembro, o Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização (PED) aprovava a retomada do processo de venda da Cesp, a maior geradora do Estado, com potência instalada de 7,5 mil MW, distribuída em seis hidrelétricas construídas (Ilha Solteira, Jupiá, Três Irmãos, Porto Primavera, Jaguari e Paraibuna).

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo (edição do dia 22) lembrava que a empresa passara por ampla "reestruturação financeira", sempre com o objetivo de privatização. E também que a alienação da companhia energética fazia parte de um "pacote de venda de empresas em estudo no governo do Estado de São Paulo".
Além de saudar a ameaça, tranqüilizava-se os privatistas: a entrega se consumaria, uma vez que "o apetite dos investidores (sic) é grande, já que a privatização das geradoras federais está suspensa".

Nota divulgada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no dia 24 confirmava a decisão do dia 21, quando o Conselho Diretor do PED recomendou ao governador a retomada da privatização da Cesp, avaliada em novembro pelos bancos Fator e Citibank em 14 bilhões de reais (apud Gazeta Mercantil, 26 de dezembro de 2007).
E na edição de ontem, dia 27, o jornal O Estado de S. Paulo festejava: "Leilão da Cesp terá disputa intensa, prevêem especialistas". Especialistas em privatização, claro.

Cumpre, é evidente, barrar a entrega da Cesp e das outras estatais paulistas. Esta deve ser nossa palavra de ordem acerca da questão.

*Paula Beiguelman, Professora Associada da USP

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Sobre o "CANSEI"


Este artigo resume um sentimento pessoal que tenho faz tempo. Isso ainda é mais típico em São Paulo, onde um bando de gente que descende de miseráveis europeus e que aqui construiu uma vida com padrão de rico europeu (casas, fazendas, empregados etc...), adora ao invés de ter uma atitude positiva, reclamar do país como se não fosse ela mesmo a parte mais poderosa dele.
A Abril ter se envolvido nisso, aliás, é típico.

Qual o interesse desse "anti-movimento" em melhorar a educação e a saúde pública? A condição e renda dos trabalhadores? Aumentar os espaços públicos, convivências e intercâmbios entre as classes? Aumentar a democracia do país? Reduzir a desigualdade?
E este nome, que piada pronta...

JANIO DE FREITAS

Cansei de "basta!"

O que mais deseja a riqueza do país, além das condições inigualáveis que o governo Lula lhe proporcionou?

O ODOR EXALADO pelo movimento "Cansei", ainda que nem todos os seus fundadores tenham propósitos precisamente iguais, é típico do golpismo que sempre foi a vocação política mais à vista na riqueza, não importa se cansada ou não. A fonte de onde surge não lhe nega a natureza pressentida: um escritório de negócios em São Paulo, tal como se identificaria nos primórdios de todos os golpes e tentativas de golpe desde 1944/1945, pelo menos.

Também denominada "Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros" -batismo que os padrinhos relegaram, por considerarem o apelido "Cansei" mais representativo dos seus propósitos- o que a iniciativa sugere, de fato, é uma interrogação.
O que mais deseja a riqueza brasileira, além das condições inigualáveis que o governo Lula lhe proporcionou? O fim da inflação, o emudecimento do sindicalismo e das reivindicações sociais; concessões transgênicas para todos os tipos de grandes empresas e negócios, Bolsa farta e imposto baixinho ou a zero; e, sobretudo, a transferência gratuita de um oceano de dinheiro dos cofres públicos para os da riqueza privada, por intermédio dos juros recordistas concedidos pelo próprio governo aos títulos de sua emissão. Ainda não basta?

O que deseja a riqueza não pode ser a correção das deformidades socioeconômicas, institucionais e políticas que refreiam o Brasil, enquanto países do seu aparente status desenvolvem-se a níveis exuberantes. É da não-correção que vem grande parte das facilidades pelas quais a riqueza se multiplica sem cessar: a fraqueza ética do Congresso, a corrupção administrativa que só tem o corrupto e não o corruptor, as eleições movidas a marketing endinheirado, e por aí.

Além disso, nunca se viu a riqueza movendo-se, de fato, por correções e reformas a serviço do interesse do país. Os seus lobbies e outros meios só se movem, historicamente, por alterações que privilegiem os interesses da própria riqueza privada. Assim é a história parlamentar e administrativa do Brasil, para dizer o mínimo, do último meio século.

O governo Lula deu e dá à riqueza privada a situação que a ela deu o "milagre econômico" da ditadura, porém, agora sem os inconvenientes produzidos pela força. A quem vive no Brasil em nível de primeiríssimo mundo, conviria, portanto, demonstrar um pouco mais de compostura. Se não para aparentar recato que lhe falte, por um grão a mais de esperteza.

"Cansei" -e daí? Vai fazer ou, pelo menos, propõe o quê, de objetivo, prático e necessário? Disse um dos "cansados": "Queremos despertar em cada indivíduo o que ele pode fazer para mudar o país". Pois façam isso no seu próprio movimento. Sem que, para tanto, o seu alegado cansaço exale sentidos que, intencionais ou não, negados ou não, vão até onde não devem.

Por José Chrispiniano

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Até o Zero Hora, jornal do imprensalão gaúcho, culpa FHC pela CPMF

Informação direta da KGB Lulista, passada pelo nosso amigo leitor Pedro Cruzz:

O Senador Pedro Simon repercutiu no senado a seguinte reportagem do Zero Hora de domingo:

"Ficava claro, para governistas e tucanos, que Virgílio fora puxado de volta para o confronto por um telefonema de FH. Deflagrou-se a tática dos telefonemas para o Instituto FH. O próprio presidente nacional do PSDB ligou para Fernando Henrique, para tentar convencê-lo de que o acordo era bom. Guerra fracassou. Até Palocci falou com FH, que se desculpou: o irredutível não era ele, mas Virgílio. A base governista convocou então um parlamentar gaúcho próximo de FH, que ouviu este argumento do ex-presidente, na manhã de quarta-feira:

- Este é um momento político, a decisão é política. Precisamos olhar também para a eleição, não só para a nação.

FH demonstrou preocupação com a fartura da arrecadação de impostos à disposição de Lula. Disse que seria um erro político ignorar o fortalecimento do petista e enfatizou que era a hora de o PSDB finalmente se firmar como oposição.

- Alguns votaram contra a CPMF de cara amarrada, mas votaram porque sabem que Fernando Henrique é o líder do PSDB - disse o interlocutor do ex-presidente, ao relatar a conversa, admitindo que não havia como convencer FH de que o imposto deveria ser mantido.

Outro gaúcho, o deputado Darcísio Perondi (PMDB), presidente da Frente Parlamentar da Saúde, foi escolhido para o próximo telefonema a FH, no início da noite de quarta-feira. Perondi começou a conversa com um apelo sentimental:

- A CPMF foi criada em seu governo (em 1996). A saúde começou a mudar com o PSDB, que tem de ficar do lado do povo.

FH riu e respondeu:

- Não tem nada a ver.

Perondi disse que a rejeição do imposto seria "um suicídio político dos tucanos. O deputado relembra que FH estava de bom humor, ria muito e argumentava que a posição era da bancada no Senado, e não dele. E repetia a mesma frase:

- Perondi, não tem nada a ver.

O deputado desistiu. Pela manhã, Perondi ligara para o ex-governador paulista Geraldo Alckmin, que também participava da articulação contra a CPMF. Disse:

- O senhor é médico como eu e sabe da importância da CPMF.

Alckmin respondeu:

- Com a CPMF, Lula fica 20 anos no poder.

Perondi insistiu:

- Por medo das urnas, vamos deixar de contar com um acréscimo de US$ 10 bilhões para a saúde em 2008?

Alckmin lembrou que construíra 18 hospitais em São Paulo e que a oposição à CPMF era de fato política. Perondi relatou depois as conversas à base governista. A tática dos telefonemas havia fracassado."

By Zé Augusto

sábado, 8 de dezembro de 2007

Omissão por falha de caráter

Tem gente que não aprende mesmo. A economia brasileira está no ritmo ascendente com vários indicadores positivos e não há setor que não esteja investindo para ampliar, o otimismo é grande em todo o país e não seria diferente no estado. Mas tem gente que apela tentando fazer crer que se pode analisar o Rio Grande do Sul separadamente como mostra abaixo o comentário:

O crescimento do PIB deste ano do RS, algo como 7%, já puxa a arrecadação estadual, que avançou 16% em novembro, calculado sobre o mês anterior (informação em primeira mão deste espaço) e continuará bombando em dezembro.

Para os leigos cabe um esclarecimento. A arrecadação de novembro é SEMPRE melhor que outubro, bem melhor. Só dizer isto nada representa. Dezembro será ótima a arrecadação, pois o Natal 2007 será o melhor da história com crescimento real (descontada a inflação) de 7%. Os chamados analistas semeiam a informação do crescimento da arrecadação dos impostos federais em números absolutos (em números relativos permanece idêntico ao final da era FHC sem qualquer aumento de alícotas) como uma sanha do leão sob os contribuintes e festejam como positiva o incremento na arrecadação estadual como sinal da bravura e competência administrativa dos governadores.

É uma postura completamente neurastênica de uma parcela da imprensa que gostaria de ver o governo Lula errando e levando o país ao brete. Não conseguiram e não conseguirão. Continue lendo o que estes analistas escrevem, mas interprete de outra forma.

Do Agente 65

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Mistérios da Administração Fogaça


Antes do governo Fogaça a Prefeitura Municipal de Porto Alegre funcionava com sistema operacional Linux (software livre). Hoje, a administração Fogaça trabalha (ou faz que trabalha) com o sistema da Microsoft (software proprietário e caríssimo).

Alguém pode desvendar esse mistério? Os nossos bravos vereadores da oposição tem notícia desse enigma fogaciano? Conseguem desvendá-lo?

Por que pagar por algo que pode ser livre e praticamente gratuito?

Por Cristóvão Feil

Insistir no erro...

A imprensa de hoje noticia que a governadora do Estado busca uma brecha jurídica para reapresentar o projeto de aumento de ICMS. Custa acreditar que depois da derrota do dia 14 de novembro, onde não conseguiu o apoio nem de deputados da base aliada, Yeda insista na tese do tarifaço.

Enquanto os partidos de oposição já apresentaram publicamente uma série de medidas para combater a crise financeira do RS, a governadora tucana segue com a sua versão do samba de uma nota só: mais impostos, mais impostos! Quanto tempo levará ainda para a governadora se convencer de que precisa reduzir as renúncias e incentivos fiscais a grandes empresas ao invés de tentar penalizar a população gaúcha?

Nunca é demais lembrar: Enquanto no Projeto de Lei Orçamentária, o governo aponta um déficit para 2008 de R$ 1,3 bilhão, no mesmo orçamento e ano, a participação das renúncias fiscais está na ordem de R$ 6,5 bilhões.

Por Raul Pont

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Crise nos veículos de comunicação do governo do Rio Grande do Sul


A TVE e a FM Cultura do Rio Grande do Sul enfrentam uma crise financeira...

A TVE e a FM Cultura do Rio Grande do Sul enfrentam uma crise financeira e podem ser transformadas em Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). O sucateamento dos veículos de comunicação do governo do estado foi discutido, na semana passada, numa reunião da Secretária da Cultura do Rio Grande do Sul, Mônica Leal, com o representante dos funcionários da TVE e da FM Cultura, Alexandre da Fonseca, o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, José Nunes, e membros da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Municipal de Porto Alegre.

No encontro foi apresentado um diagnóstico sobre a situação na Fundação Cultural Piratini, que engloba as emissoras de TV e de rádio do governo gaúcho, com destaque para o corte de custeio e a falta de pessoal, seja pela não convocação de aprovados em concursos ou pela não renovação de contratos emergenciais.

Um dos maiores medos de funcionários da Fundação Piratini é a falta de recursos. "O arquivo está correndo sérios riscos pela falta de material. Muita coisa está sendo transferida para CDs pela ausência de novas fitas para produção das matérias, prejudicando a vida útil do que já foi produzido", lamenta Nunes. Ele lembra que mais da metade da programação da FM Cultura é veiculada via computador. "Não há radialistas suficientes. Se acontece uma pane no sistema, como inclusive já ocorreu, a emissora simplesmente sai do ar."

Como se vê, mais uma vítima da crise que se instalou no governo tucano do Rio Grande do Sul.

Do blog do Dirceu

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

ENTREVISTA - YEDA CRUSIUS


Para sanar déficit, governadora tucana quer deixar funcionários sem aumento por três anos e também cortar benefícios fiscais
"Ajuste será feito com aumento zero de salário"

DERROTADA na intenção de aumentar alíquotas do principal imposto do Estado e com um déficit de R$ 1,3 bilhão nas contas públicas, a governadora do Rio Grande do Sul Yeda Crusius (PSDB) diz que não tem alternativa senão congelar os salários dos servidores por três anos, reduzir investimentos e cortar -por decreto- benefícios fiscais das indústrias gaúchas.

"O Tesouro do Estado só vai poder cobrir telhado de escola e consertar canos. O Estado ficou mais pobre", disse Yeda. Apesar de não ter garantido o pagamento do 13º salário dos servidores, ela calcula que vai equilibrar as contas do Estado até o fim do mandato. Aposta ousada para quem foi questionada por amigos se o governo havia terminado após a Assembléia Legislativa rejeitar por 34 votos a zero a proposta do governo de aumentar o ICMS, no último dia 14.
Em entrevista à Folha, Yeda admite que pensava em aumento de imposto já na campanha eleitoral.

FOLHA - A visita a Brasília aliviou a crise financeira do Estado?
YEDA CRUSIUS - O saldo foi insuficiente. Tenho um déficit de R$ 1,2 bilhão, incluindo o pagamento do 13º salário, que pretendo pagar com um empréstimo do Banrisul. Os R$ 200 milhões com que o governo federal acenou são novidade. Também foi reiterado o compromisso de aval a um empréstimo do Banco Mundial para reestruturar a dívida do Estado. Mas vamos batalhar pelo ressarcimento dos investimentos feitos nas estradas. Chegamos ao fim do ano no sufoco.

FOLHA - O ritmo da negociação com o governo federal pode levá-la a trabalhar contra a aprovação da CPMF no Congresso?
YEDA - Uma coisa não tem a ver com a outra. Quero que a aprovação da CPMF resulte em benefício para o RS. O mais grave foi a contaminação política pelo debate do terceiro mandato.

FOLHA - Não basta Lula dizer que não quer um terceiro mandato?
YEDA - A discussão partiu de um deputado do PT. É o PT que tem de dizer com provas que não quer e retirar o projeto.

FOLHA - A sra. acaba de sofrer uma derrota na Assembléia Legislativa. O Estado ficou ingovernável após o veto ao aumento do ICMS?
YEDA - Não, estamos fazendo as mudanças estruturais. A parte do governo na venda de ações sem direito a voto do Banrisul -R$ 1,3 bilhão-, eu coloquei como fundo de reserva para pagar os aposentados. Os aposentados consomem 52% da folha. Só no ano que vem, vou pagar a eles R$ 160 milhões tirados desse fundo. Outra mudança estrutural, além do corte de gastos, diz respeito ao pagamento da dívida. Comprometemos 18% da receita líquida nisso. Vamos ser o primeiro Estado a reestruturar a dívida. Eu vou zerar o déficit, só que vai ser em três. O investimento do governo é quase zero: R$ 11 milhões. Feliz do [José] Serra que tem R$ 11 bilhões.

FOLHA - O Orçamento de 2008 tem R$ 30 milhões para investimentos?
YEDA - A proposta era de R$ 230 milhões. Com o que eu iria buscar, dava investimento de R$ 900 milhões. Agora o Tesouro só vai poder cobrir telhado de escola e consertar cano e coisas assim. Sinto muito, mas o Estado ficou mais pobre.

FOLHA - Foi um mau passo?
YEDA - Não. Enviamos as propostas à Assembléia logo depois do Orçamento, que previa déficit de R$ 1,3 bilhão. Por 40 dias, discutimos com a sociedade um conjunto de cinco projetos de lei. Os mais importantes, que foram rejeitados, pretendiam controlar despesas.

FOLHA - Foi uma resposta à quebra de uma promessa de campanha?
YEDA - Não vou escrever num plano de governo que vou aumentar imposto. O resto ninguém lê. E repito o que disse na campanha: a crise não se cura por aumento de imposto, mas por um amplo leque de medidas. Se foi entendido que eu havia prometido que não ia aumentar imposto, faço mea-culpa, não me expressei direito.

FOLHA - A senhora vai mexer nos incentivos fiscais?
YEDA - É uma pauta, embora minha margem seja pequena. Há um decreto que restitui ICMS quando a prestação de contas da empresa é por crédito presumido. Eu, por decreto, vou ter de cortar. Sinto muito, mas líderes empresariais que foram discutir na Assembléia cometeram suicídio. Eu avisei: vou ter de tirar de algum lugar.

FOLHA - O Estado teve risco de ir à bancarrota?
YEDA - Esteve perto. Mas o Supremo me deu ganho de causa quando os servidores quiseram seqüestrar os recursos para a folha. Teria bancarrota pois, sem a redução do déficit, não estaria pagando salários, e isso pára o Estado. Vou ter de fazer as pessoas pagarem com um pouco mais de dor. O ajuste será feito com corte no crédito presumido, baixo investimento e aumento zero para o funcionalismo por três anos.

FOLHA - Como a senhora pretende resolver a crise política?
YEDA - Reconstruindo a base. Vou ter de recomeçar do zero. Quem é contra o projeto de governo entrega os cargos.

FOLHA - Mas não houve votos a favor da proposta do governo.
YEDA - Quando veio os 34 votos a zero contra a proposta, recebi telefonemas achando que havia terminado o governo. São 55 votos, eu tenho a maioria. No dia da votação, a base aliada deveria sair de plenário para ganharmos uma semana para a discussão, mas 38 deram quórum. O zero expressa o lado fiel da base. Quem foi contra? Deputados do PTB, PMDB, PT, PPS e do PSDB. Não vou mais discutir com partidos. Vou negociar com os deputados.

FOLHA - E a sucessão de 2010?
YEDA - Ah, não estou nem pensando nisso. Eu preciso fazer reforma, o que vier depois...

FOLHA - Na sucessão nacional, apoiará José Serra ou Aécio Neves?
YEDA - A unidade do partido. E vai haver uma disputa interna permanente, o que é saudável.

Por MARTA SALOMON

domingo, 25 de novembro de 2007

A INDIGNAÇÃO DO SENADOR SONECA PEDRO SIMON para que todos saibam o que se passa no RS, bem debaixo das nossas barbas gaudérias.

E ressurgiu a indignação do senador Pedro Simon (PMDB). Uma indignação de resultados, mais uma vez. No caso, indignação com a estrondosa derrota que o governo Yeda Crusius (PSDB) sofreu na Assembléia Legislativa. Em um pronunciamento irado, feito sexta-feira, na tribuna do Senado, Simon qualificou de “trágico” o comportamento dos deputados gaúchos. A mesma ênfase na defesa do pacote de Yeda não apareceu, contudo, antes da votação do pacote. Simon participou de algumas reuniões da coordenação política do governo tucano, mas não fez nenhum pronunciamento público forte em defesa do aumento de impostos. Esperava que a proposta fosse aprovada sem que ele tivesse que gastar sua inflamada oratória para defendê-la publicamente (e arcar com o devido desgaste). Em Brasília, Simon fazia discursos contra a CPMF, mas ausentou-se quando o tema foi à votação. Em Porto Alegre, articulava em defesa do aumento de impostos, sem se expor publicamente.

Agora, o senador fala em “tragédia” e abre fogo contra o ex-governador Olívio Dutra (PT) por não ter conversado com Yeda sobre o pacote. Quanto às fraudes no Detran, que iniciaram no governo Rigotto (PMDB), segundo as investigações da Polícia Federal, Simon segue em silêncio. Nenhuma palavra. Tampouco construiu uma frase sobre a estratégia desastrada do governo Yeda para aprovar o tarifaço na Assembléia. Estratégia esta conduzida por seu companheiro de partido, Luiz Fernando Záchia, chefe da Casa Civil. Do alto desta indignação seletiva, Simon volta a querer dar lições de moral na política gaúcha. Evita bolas divididas em assuntos espinhosos, silencia quando denúncias de corrupção atingem colegas de partido e aliados, e tenta surfar na onda depois que os fatos se concretizam. Nunca é responsável por nada e sempre acaba aparecendo na mídia com o dedo em riste, denunciando a imoralidade e a irresponsabilidade alheia. Tornou-se um especialista em posicionamentos póstumos.

A propósito da crise das finanças do Estado, cabe lembrar ainda que o então governador Pedro Simon inventou a desoneração fiscal durante o seu governo, com o nome de Fundopem. Ao invés de utilizar seu prestígio nacional - quando o PMDB tinha 26 dos 27 governadores - para evitar a guerra fiscal, ele pisou fundo no acelerador, sendo um dos principais responsáveis pela atual situação. Aliás, depois de passar 3 anos e 4 meses no Executivo, nunca mais quis disputar cargos deste nível preferindo a tranqüilidade de não ter que decidir nada importante e poder fazer discursos tão inflamados como sem conseqüência. Parece que ainda há sinetas que tocam dentro da cabeça do senador lembrando os 87 dias da maior greve do magistério e a parcela de responsabilidade que ele carrega pela penúria atual do Estado.

http://rsurgente.zip.net/

Agora abaixo leia o que nós postamos essa semana para você ficar a par dos fatos, da safadeza do Senador Soneca.

RS: governadora diz que aliados a traíram

Inaceitável. Foi assim que a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB) definiu a atitude de parlamentares de partidos aliados de seu governo na Assembléia Legislativa que, na quarta-feira, se uniram à oposição e derrubaram um pacote fiscal proposto por ela. Yeda se disse "traída", segundo a Folha de S.Paulo.
» Aumento de ICMS é derrubado no RS

Os deputados estaduais gaúchos rejeitaram projeto que previa, entre outros, o aumento da alíquota do ICMS para combustíveis, energia elétrica, cigarros, telefonia e refrigerantes e isenção do imposto para empresas com faturamento anual de até 240 mil reais. O placar da votação foi 34 votos a zero, mesmo que o Legislativo gaúcho seja composto por 55 integrantes. Sem o aumento de impostos, o Executivo alega que não terá dinheiro para pagar o 13º salário dos servidores.

"O nome do que aconteceu pode ser traição. A Assembléia teve maioria (para rejeitar o pacote) com os votos de partidos que estão no dia-a-dia do governo e que se somaram a uma oposição radical", disse.

A governadora deve ser reunir hoje com seu secretariado para estudar medidas que aliviem a crise financeira.

IMPOSTAÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇO de Yeda foi derrotado! Viva!!!
"o aumento da alíquota do ICMS para combustíveis, energia elétrica, cigarros, telefonia e refrigerantes".

Assim, o PSDB gaúcho queria aumentar os impostos justamente em cima dos produtos e serviços que a população gaúcha mais consome!!!

É muita safadeza!!!

Além de ter sido derrotada nesse projeto do Impostaço, Yeda está ameaçando não pagar o 13o. salário do funcionalismo.

É muita incompetência para uma pessoa só!

É é muito 'estranho' isso, não? o PSDB quer acabar com a CPMF, mas quer aumentar o ICMS de forma generalizada lá no RS.

Isso é que é 'coerência'... O PSDB E O SENADOR SONECA NÃO SÃO LOGICOS!!

Morcego Vermelho agradecendo a Verinha pela colaboração

Do República Vermelha às 12:14:00 3 comentários Links para esta postagem

O futuro de Porto Alegre: conhecimento, ciência e educação

Participei hoje (20), em Brasília, da cerimônia de lançamento do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional, que prevê investimentos federais de R$ 41,2 bilhões até 2010. Entre o conjunto de medidas anunciadas pelo presidente Lula, está uma ótima notícia para Porto Alegre e o RS: a assinatura do projeto de lei para a criação da empresa estatal do CEITEC (Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada), instalado na Lomba do Pinheiro. O projeto define o formato jurídico e institucional do centro, representando um passo definitivo para a produção de semi-condutores e a prototipagem de chips em nosso Estado, a partir de abril de 2008. O governo federal está investindo R$ 150 milhões para a concretização desse projeto que iniciamos no ano de 2000.

Esse centro de pesquisas na área de micro-eletrônica permitirá ao Brasil dar um salto tecnológico, tornando-se um centro de referência para toda a América Latina. Além disso, representa uma grande oportunidade para o desenvolvimento de Porto Alegre. Localizados na mesma região da cidade, o CEITEC, o Tecnopuc e o Centro de Pesquisas Eletrônicas da UFRGS formarão um corredor tecnológico de excelência em Porto Alegre. Conhecimento, ciência e educação de excelência formarão um tripé de iniciativas, com capacidade de geração de renda, emprego e tecnologia, que abrirão uma nova possibilidade de futuro para a capital.

Por Miguel Rossetto

Plataforma P-52 da Petrobras inicia testes de produção


A plataforma P-52, da Petrobras iniciou nesta sexta-feira testes operacionais de produção no campo de Roncador, na bacia de Campos. O volume inicial será de 20 mil barris diários e a capacidade total de 180 mil barris por dia deverá ser alcançada em meados do próximo ano. Unidade de produção do tipo semi-submersível, a P-52 está instalada a 125 km do litoral, em águas onde a profundidade é de 1.800 metros, um recorde nacional. Além de óleo leve, a plataforma produzirá 7,5 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural.

O casco da plataforma foi construído em Cingapura e os módulos de operação no Brasil. A plataforma será interligada, quando estiver em plena operação, a 18 poços produtores e 11 injetores de água.

Postado por Vitor Vieira

Berzoini diz que denúncia contra Eduardo Azeredo desautoriza PSDB a ser "paladino da ética"

O presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo Berzoini, disse nesta sexta-feira, em Porto Alegre, que a denúncia da Procuradoria Geral da República contra o senador Eduardo Azeredo(PSDB-MG) tira do PSDB o direito de cobrar ética de seus adversários. "Eu creio que não há mais razão para que o PSDB possa ter qualquer aspiração a ser o paladino da ética", afirmou Berzoini. "Apenas é necessário registrar que esse fato aconteceu com um importante governador do PSDB, que hoje é senador e já foi presidente do partido", disse o petista: "Mas não temos ânimo de fazer disso um exercício de oportunismo político, até porque o oportunismo não construiu resultados para os nossos adversários”.

Na quarta-feira, o procurador-geral da república Antonio Fernando Souza denunciou Azeredo e outras 14 pessoas como beneficiárias de um esquema de arrecadação ilegal de recursos nas eleições de 1998, quando o tucano foi derrotado em sua tentativa de reeleição para o governo de Minas Gerais. Na denúncia aparece também o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, que deixou o cargo na quarta-feira. Para Berzoini, o discurso da ética na política é importante, "desde que seja sincero e verdadeiro". Berzoini falando de ética é qualquer coisa de produzir barrigadas de riso.

Por vitor vieira

Nova febre privatista do tucanato assola o Rio Grande


Nova febre privatista do tucanato assola o Rio Grande
É aborrecedor (e emburrecedor) ver os neoliberais criticando o Estado e seu tamanho. Querem serrar o galho onde estão dependurados.

No capitalismo a propriedade só é propriedade privada porque existe um Estado (“detentor do monopólio da violência” como ensinou Weber, com polícia, exército, brigada militar, judiciário classista, etc.) que garante o privilégio de forma legal e consentida. Também se não fôr consentida é à força mesmo (vide o que aconteceu dia desses em Pedro Osório, com a Brigada descendo a clava forte nos sem-terra).

A diversidade e a complexidade dos mercados exige o incremento do peso estatal republicano, são aumentos simétricos e proporcionais.

O tucanato guasca e suas linhas auxiliares no Rio Grande do Sul estão sofrendo novamente da febre neoliberal, querendo privatizar - ainda que sob eufemismos variados - tudo que instituição possível na província de São Pedro. Deveriam ler um dos papas do liberalismo clássico da contemporaneidade que foi Ludwig Von Mises (1881-1973). O professor Von Mises reconhecia que o mercado não funciona sem um Estado que garanta a proteção da propriedade privada, e que sem o Estado não há economia capitalista que funcione.

Os neoliberais guascas tomando ao pé da letra o discurso ideológico dos divulgadores vulgares de sua doutrina anti-social estão embaralhando as bandeiras. Confundem privatização com predação. Confundem diminuição do tamanho do Estado com irresponsabilidade social, descaso educacional e desmonte da saúde pública. Confundem mercado com estado de natureza e luta selvagem de todos contra todos.

É para onde o Rio Grande ruma a galopito no más...

Por Cristóvão Feil

Fórum Social Mundial


Querem o Fórum de volta como a população o PT

Me caiu os butiá do bolso a entrevista da ex-secretária do turismo de Porto Alegre, Ângela Baldino publicada na Revista Voto desta semana. Ela simplesmente diz que a cidade deve trazer o Fórum Social Mundial de volta! Afirma que em 2003 foram 133 mil turistas na capital e em 2005, 155 mil.
A direita gaudéria não descansou enquanto o Fórum não foi embora, diziam que nada de bom vinha do fórum e que se tratava apenas ede um evento de esquerdistas sem dinheiro para gastar e consumir. O detalhe é que agora até refaz seu discurso e entende que o evento foi o que houve de melhor para a divulgação da cidade e muito rentável no ponto de vista econômico. Morro e não vejo tudo.

Do Agente 65

sábado, 24 de novembro de 2007

MIGALHAS ?

Ontem Yeda foi a Brasíla e segundo a imprensa local voltou com migalhas: R$ 200.000.000,00. Puro discurso. Se o governo Lula tivesse dado (porque está dando!!!) R$ 1 bi, Pedro Jorge Simon, Yeda, Zé Agah e companhia diriam: não fizeram mais do que a obrigação, deviam a muito tempo, o Rio Grande merecia mais, etc, etc, etc. Jamais assumirão que o governo Lula está ajudando o RS. Mas está, veja-se a grana para o PAC, por exemplo. Mais de R$ 1 bilhão.

Na verdade, os R$ 200.000.000,00 não são migalhas. Vejamos porque.

Ano passado, o pagamento do 13 salário foi assegurado com um empréstimo junto ao Banrisul. Algo entre R$ 350.000.000,00 e R$ 400.000.000,00. Em 2007 o governo estadual pagará cerca de R$ 60 milhões por conta deste empréstimo. Já que está recebendo R$ 200.000.000,00 do Governo Lula, o empréstimo do Banrisul, se houver, será menor. No mínimo 50% menor! E o juro que deverá ser pago ano que vem também será menor. Reduziu-se o problema presente e futuro em 50%, mais ou menos. Migalhas?

Aos poucos, republicanamente, cercado dos cuidados necessários - legais, morais e políticos - o Governo Lula vai ajudando o Rio Grande. Não é isso que se queria, ajuda?

Agora, ajudar não é assumir integral responsabilidade...

Que Yeda, agora com o problema diminuido, comece a ser criativa. Ou peça as contas...

Por Andre Passos

Migalhas é o que os tucanos dão para os que os elegem. O file é para eles e para os amigos.

ESCÂNDALO - OS TALENTOS DE LUIZ PAULO GERMANO

Maneco escreve: Na nota que enviou à imprensa para explicar as razões que fundamentaram a prisão de altos figurões da política gaúcha envolvidos na Fraude do Detran, a Justiça Federal de Santa Maria diz o seguinte: "... A FATEC, a seu turno, tercerizou boa parte da execução do Projeto, sub-contratando empresas chamadas sistemistas, criadas pelos próprios lobistas..." E entre as sistemistas, a nota da Justiça cita especificamente "...a empresa Carlos Rosa Advogados Associados, que tem como sócios Carlos Dahlem da Rosa e Luiz Paulo R. Germano (conhecido como Buti), dentre outros (escritórios de advocacia e pessoas que, como indicam os documentos e áudios, mantinham grande vinculação com o antigo diretor do Detran, Carlos Ubiratan dos Santos..."

A Fraude no Detran, segundo a Polícia Federal, começou no período em que o departamento estava vinculado à Secretaria de Segurança Pública cujo titular era o deputado federal do PP, José Otávio Germano. Coincidência ou não, um irmão do secretário, Luiz Paulo Germano, é citado pela Justiça Federal como sócio de uma das empresas que estariam envolvidas na fraude. José Otávio apressou-se em dizer que Luiz Paulo não é sócio de Carlos da Rosa e que apenas prestou serviços àquele escritório de advocacia porque "é um rapaz talentoso".

Entre seus clientes, aparecem empresas como Sonae, Malcom Financeira e o Banco General Motors. Isso na área empresarial. Ele também atende a pessoas físicas, entre elas, o ex-governador Antônio Britto. A ligação do advogado com Britto vem de longe, desde quando este governava o Estado. Luiz Paulo também trabalhou no governo Britto. De 1995 e 1996 foi chefe da Assessoria Jurídica da Secretaria de Obras Públicas do Estado. Ainda em 1996, assumiu a Coordenadoria Jurídica da Subchefia Jurídica e Legislativa da Casa Civil. E no ano seguinte (97), em fevereiro, passou a atuar como assessor técnico do Conselho Diretor do Programa de Reforma do Estado do Rio Grande do Sul que, apesar do nome pomposo, nada mais era do que o grupo formado por Britto para executar a privatização das estatais.

Apesar de muito talentoso, Luiz Paulo era desconhecido por boa parte da sociedade gaúcha. Agora, quando seu nome foi citado pela Justiça Federal como sócio de uma empresa suspeita de fraudar o Detran, é que seus talentos ficaram mais conhecidos. E isso não é tudo. Luiz Paulo tem tempo ainda para cumprir a função de cargo de confiança da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana da Prefeitura de Porto Alegre. Luiz Paulo Germano é CC de Fogaça, conforme ato de nomeação publicado no Diário Oficial de Porto Alegre (09/05/2006). E sobre a declaração de seu irmão, de que ele não é sócio de Carlos da Rosa, pode ser que haja, de novo, uma coincidência, mas o cadastro de ambos, Carlos e Luiz, na OAB gaúcha tem o mesmo telefone.

por Marco Weissheimer